O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou na noite desta quarta-feira (10), por meio das redes sociais, que determinou que seja “instaurado Inquérito na Polícia Federal para as investigações legalmente cabíveis” sobre as manipulações de resultados em competições esportivas.
O ministro ressaltou que a medida foi tomada diante tamanha repercussão interestadual e até internacional, sobre o caso envolvendo jogadores em uma máfia de apostas esportivas deflagrada em operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), denominada “Penalidade Máxima”.
Na terça, a operação iniciou a segunda fase e revelou casos envolvendo nomes como do zagueiro Eduardo Bauermann, do Santos, Richard, do Cruzeiro, Nino Paraíba, do América, dentre outros.
A entrada da Polícia Federal no caso também é um desejo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com a entidade máxima, esse foi um pedido do presidente, Ednaldo Rodrigues, em ofício enviado à Presidência da República e ao Ministério da Justiça, com o objetivo de centralizar todas as informações a respeito dos casos em investigação.
De acordo com a CBF, até então, não há qualquer possibilidade das competições nacionais serem suspensas. A entidade ressaltou ainda que trabalha em conjunto com a Fifa e outras esferas internacionais para um modelo padrão de investigação.
"Venho trabalhando em conjunto com a FIFA, demais entidades internacionais, além de clubes e Federações, com o intuito de combater todo e qualquer tipo de crime, fraude ou ilícito dentro do futebol. Defendo a suspensão preventiva baseada em suspeitas concretas e até o banimento do esporte em casos comprovados. Quem comete crimes não deve fazer parte do futebol brasileiro e mundial ", revelou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
Ainda em nota, a Confederação ressaltou que, tão logo estejam comprovados os fatos, espera que as sanções cabíveis por parte do STJD sejam tomadas de forma exemplar e que a punição de atletas e demais participantes do esquema de fraudes aconteça de forma veemente.
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