Chegou a 11 o número de integrantes de torcidas organizadas presos pela Polícia Civil (PC) na operação "Voz das Arquibancadas". Nesta quarta-feira (18), três dos oito torcedores que seguiam foragidos se apresentaram. Na segunda-feira (17), oito pessoas já tinham sido presas na operação desencadeada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em uma força-tarefa que contou com a participação das instituições policiais do Estado. 

Ainda conforme a PC, a operação contava com 16 mandados de prisão, sendo que os 11 presos já foram encaminhados ao sistema prisional. Além das prisões, um mandado de busca e apreensão também foi cumprido pela corporação nesta terça na cidade de Barão de Cocais, na região Central do Estado. 

Operação contra torcidas Máfia Azul e Pavilhão
Sedes das organizadas foram alvo de operação na terça-feira (17), mas oito suspeitos continuavam foragidos

Na terça, foram realizadas buscas nas sedes das torcidas organizadas Máfia Azul e Pavilhão Independente e, também, na casa de líderes das mesmas. Todos os presos na operação atuam nas diretorias das torcidas. Conforme as instituições, os detidos poderão responder juridicamente por vários crimes que as organizadas tenham cometido em dias de jogos do Cruzeiro em 2019, como provocação de tumulto, dano ao patrimônio público, ameaças, entre outros.

“Vários dos presos tinham passagens pela polícia por crimes como homicídio, tráfico de drogas e lesão corporal. Inclusive, um deles foi responsável pela morte de um torcedor do Atlético em um dia de jogo contra o Vasco”, contou o delegado Denilson dos Reis Gomes, responsável pelas prisões. Ainda segundo o policial, após a conclusão do inquérito, é bastante provável que alguns líderes das torcidas sejam responsabilizados por associação criminosa. “Porque eles não só têm participado de condutas delituosas, como também instigado seus integrantes”, explicou.

O delegado ainda adiantou que pretende acionar a Justiça para que essas torcidas, que podem ser banidas dos estádios a pedido do MPMG, não possam mais comercializar produtos ou receber dinheiro do clube – fato ainda não confirmado durante a investigação. “Não serão mais tratados como torcedores, mas como multidão delinquente”, completou.

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