Festa Junina

Arraial de BH está cheio de pratos saborosos inspirados na gastronomia de Minas

Rodrigo de Oliveira
rsilva@hojeemdia.com.br
29/07/2022 às 20:25.
Atualizado em 29/07/2022 às 20:29
 (Maurício Vieira / Hoje em Dia)

(Maurício Vieira / Hoje em Dia)

A 43° edição do Arraial de Belo Horizonte, além de música e quadrilha junina, também fomentou a educação por meio de um concurso gastronômico. Com o tema “As Origens da Gastronomia Mineira”, estudantes de cinco faculdades foram selecionados para comercializar seus pratos na Vila Gastronômica, praça de alimentação instalada na Praça da Estação, no Centro da capital. Ao todo, 30 pratos foram inscritos.

Cada grupo vencedor também recebeu R$ 5 mil. Os estudantes Cássio Alecrim, Lívia Alecrim, Elizandro Moreira, Daniela Wendy e Arla Alves são do 2° período do curso de Gastronomia da Faculdade Promove e levaram um feijão tropeiro batizado de “Caminhos de Minas” para o arraial.

“Trouxemos um prato típico que nos representa. Porém, fizemos uma versão diferente. No lugar do feijão carioca usamos o fradinho, a couve crispy entrou no lugar da comum.  Também usamos lombo marinado na laranja e gema de ovo empanada na farinha panko”, explicou Cássio.

Já Anna Lacerda, que é do 4° período de Gastronomia da Universidade Estácio de Sá, se inspirou nas próprias raízes para criar o prato “Rubim de Açúcar”. “São três mini tarteletes (tortinhas) com massa de farinha de pipoca caramelada e tapioca. Os recheios são de maçã do amor, pé de moleque mole e cocada de fita cremosa”.

Natural de Rubim, o doce da aluna é uma homenagem à cidade natal. “Também me inspirei nas minhas avós, Terezinha e Edvirges, que faziam pratos típicos nesta época do ano. É uma homenagem a todas as mulheres quitandeiras, que vendem doce para criar a família”, disse Anna.

Também inspirada na família, Ester Cândida, estudante do 1° período do Senac, criou o “Bolinho Tio João”. O quitute tem base de milho verde cremoso, brigadeiro de canela e uma telha de canjiquinha e flor de sal. “Me inspirei em um bolo que minha mãe Elzi faz. Ela usa milho enlatado e eu trouxe o natural. Também usei canjiquinha, que geralmente é salgada, em um prato doce”.

(Maurício Vieira / Hoje em Dia)

(Maurício Vieira / Hoje em Dia)

Por falar nesse ingrediente, a canjiquinha marca presença no prato “Canjiquinha Solta, criado pelos estudantes Amanda Pereira, Viviane Domingos, Júlia Raquel e Thalles Vinicius, do 4° período de Gastronomia da Univeritas.

Segundo Amanda, “o prato foi inspirado em uma professora que conheceu nos anos 1970, uma senhora que havia sido escrava e também gostava de preparar canjiquinha. Para dar um toque especial e bem mineiro, usamos copa lombo ao molho de cachaça e rapadura”. 

O prato escolhido da Una, criudo por cinco estudantes do 1° e 2° período, se chama “Porcobá”. Trata-se de um sanduíche de broa (fubá de canjica) com costelinha suína defumada e limonete (uma versão do vinagrete), além de ora-pro-nóbis.

“É mineiro, quentinho e aconchegante. Traz muita memória afetiva”, diz o aluno Eduardo Homobono, que criou o quitute junto com os colegas Ana Luiza Borelli, Bruna Mendes, Julia Menezes e Michelle Françoele.

Gastronomia também no entorno
Quem for ao Centro da capital poderá aproveitar o Circuito Gastronômico do Arraial de Belo Horizonte.

Localizados no entorno ou próximos da Praça da Estação, diversos bares e restaurantes estão vendendo pratos tipicamente juninos até 14 de agosto.

A ação é uma parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

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