Conflito

Brasil vota contra a Rússia no Conselho de Segurança da ONU, mas resolução é rejeitada

João Paulo Martins
joao.oliveira@hojeemdia.com.br
25/02/2022 às 21:04.
Atualizado em 25/02/2022 às 21:07

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU realizada nesta sexta-feira (25), o embaixador do Brasil, Ronaldo Costa Filho, pediu que o conselho tomasse uma atitude urgente diante da agressão da Rússia contra a Ucrânia. É a primeira vez que o governo brasileiro se posiciona em relação ao conflito no leste da Europa.

Apesar de o projeto de resolução que estava em votação na reunião ter recebido 11 votos favoráveis de países membros e três abstenções (China, Emirados Árabes Unidos e Índia), o veto do embaixador da Rússia e presidente do Conselho de Segurança, Vassily Nebenzia, valia para que a resolução que pedia a suspensão imediata da operação na Ucrânia não fosse aprovada.

Segundo a agência estatal russa de notícias RIA Novosti, o documento foi promovido pelos Estados Unidos e pela Albânia. O texto do projeto dizia que “o Conselho de Segurança da ONU apoia o apelo do secretário-geral da ONU à Rússia para interromper o ataque à Ucrânia” e expressava “profundo pesar” pela situação.

Os autores do documento propunham obrigar a Rússia a interromper o uso da força contra a Ucrânia e abster-se de ameaçar usar a força contra qualquer estado da ONU.

Além disso, de acordo com a RIA Novosti, o Conselho de Segurança, conforme concebido pelos países autores do projeto, deveria obrigar o governo russo a retirar imediatamente e completamente as tropas do território ucraniano, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.

A Rússia também foi solicitada a cancelar a decisão de reconhecer as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk.

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