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Um em cada 10 brasileiros usam senhas muito fáceis, como 123456; data de aniversário também é comum

Da Redação*
20/05/2022 às 20:19.
Atualizado em 20/05/2022 às 20:25

Você toma cuidado na hora de criar uma senha? Segundo pesquisa realizada pela Ipec Inteligência, a pedido do C6 Bank, sequências numéricas (como 1234 ou 123456) já foram cadastradas como senhas por 10% dos brasileiros; outros 17% afirmam usar a própria data de aniversário como código de acesso.

O risco é ainda maior quando se trata de datas de aniversários de pessoas próximas, já que 23% dos entrevistados dizem usar esse número como senha. O problema é que informações públicas como essa podem ser facilmente descobertas por cibercriminosos em consultas nas redes sociais.

“Senhas devem ser confidenciais e secretas e cuidar delas é uma forma de proteger a privacidade, além de evitar prejuízos financeiros e pessoais. As combinações óbvias são as primeiras a serem testadas por criminosos e justamente por isso devem ser evitadas”, explica José Luiz Santana, chefe do setor de cibersegurança do C6 Bank.

O levantamento da Ipec descobriu ainda que 13% dos brasileiros já usaram o primeiro nome como parte da senha.

A recomendação do especialista é a inclusão de caracteres especiais, letras e números na criação de novos logins. Para garantir uma proteção adicional, a melhor opção é não ficar dependente apenas das senhas. Quanto mais camadas de segurança para acessar aplicativos e sites, melhor. Sempre ative a autenticação em duas etapas, para dificultar o acesso de terceiros aos seus dados.

Cuidados além das senhas
Outro ponto que chama atenção na pesquisa é que um em cada cinco brasileiros (22%) costumam salvar as senhas no aplicativo de notas do smartphone. Esse hábito deixa as contas desprotegidas, uma vez que, como esses registros ficam armazenados no aparelho, uma simples busca pela palavra “senha” pode revelar os acessos e permitir invasões, alerta José Santana.

Além desses cuidados, é preciso estar atento às compras pela internet, para não disponibilizar informações pessoais em sites falsos ou duvidosos. O Ipec Inteligência descobriu que 74% dos brasileiros dizem desconfiar quando acham um item vendido por preço muito abaixo do praticado no mercado. Apenas 4% afirmam não ligar para preços muito baixos e 19% dizem que às vezes desconfiam.

O problema é que 23% dos entrevistados conferem se os endereços eletrônicos das lojas são verdadeiros e conferem com o que é divulgado pelos estabelecimentos.

A pesquisa ouviu dois mil brasileiros das classes ABC com acesso à internet entre 20 e 26 de outubro de 2021. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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