O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou, nesta terça-feira (19), que a capital está se organizando para evitar possíveis danos durante o período chuvoso. As ações foram discutidas durante uma reunião entre o chefe do Executivo municipal e representantes da PBH, realizada no Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH). 

De acordo com Kalil, as medidas vão desde tapa buracos a avaliação de áreas de risco geológico. “Ninguém vai acabar com a chuva, ninguém vai resolver o problema e não vamos falar que está tudo resolvido. A reunião foi para suavizar os danos que as chuvas prometem para o fim do ano. Então viemos aqui para organizar um comitê, para que a gente estruture de forma organizada, para que possa diminuir os danos que as chuvas têm provocado. Temos que ter, prontamente, um plano robusto e organizado, como foi feito quando soubemos da que vinha em 2019 e 2020. E que aconteceu “, disse. 

O prefeito também revelou uma preocupação com ocupações irregulares e com famílias mais carentes, que sofrem mais durante o período.

“E o pior, temos ocupações em lugares privados que não podemos entrar. Isso temos que resolver. Imagina só, para ajudar a população, a prefeitura tem que entrar na Justiça para poder entrar. Então é complexo, não é uma coisa simples. Temos que ter consciência que a gente tem que aliviar um pouco o sofrimento de quem nós sabemos que vai sofrer. E a mão do Poder Público é para evitar um maior sofrimento desse povo”, avaliou. 

Mapeamento de risco

Para que os riscos sejam diminuídos, Kalil considerou, ainda, que a PBH atua de forma preventiva para evitar desastres. “Nós propusemos aos gerentes de contrato toda uma estrutura para que mapeie milimetricamente, se possível, todas as áreas de risco geológico. Ontem, por exemplo, após 40 minutos de chuva, todas as vias estavam interditadas. Além disso, seis famílias foram removidas imediatamente. Isso é mitigar a morte. Na dúvida, não tem como ter dúvida”, concluiu. 

Perguntado se teria receio de novas mortes em decorrência da chuva na capital, afirmou que “tem medo sempre”. “Tenho medo de ficar doente, medo de Covid, de risco geológico, medo de chuva, tenho medo de tudo. Sou um medroso”, finalizou.

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