A liberação da área de lazer do Edifício JK, em Belo Horizonte, para a população geral será discutida na terça-feira (31), a partir das 13h40, na Câmara Municipal. O espaço, destinado ao lazer e circulação, fica entre os dois blocos de apartamentos e tem o acesso permitido somente aos moradores. 

O requerente da audiência é o vereador Gabriel Azevedo (sem partido), que pretende estender o debate sobre a função social e arquitetônica a toda a cidade. O tombamento do edifício é uma forma de efetivar a disponibilização de áreas ao público. 

O imóvel está em processo de tombamento desde 2007 e pertence ao Conjunto Urbano Praça Raul Soares e Avenida Olegário Maciel. Há uma proteção provisória que veda intervenções, alterações, reparos, restaurações e pinturas sem a autorização do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte (CDPC-BH). 

Para a audiência, foram convidadas arquitetas e urbanistas; a síndica, subsíndico e alguns moradores do JK, dentre outros especialistas. 

Edifício JK

O Edifício JK,  localizado na região Centro-Sul de BH, foi projetado em 1952 pelo arquiteto Oscar Niemeyer foi aberto para residentes em 1971.  O imóvel tem 1,1 mil apartamentos e é dividido em dois blocos, um com 34 andares e outro com 23. Atualmente, no local moram aproximadamente 5 mil pessoas.  

No projeto inicial do edifício deveriam funcionar um Museu de Arte Moderna, repartições públicas, hotel, cinema, restaurante, comércio e serviços. Entretanto, o imóvel tem exclusivamente a função residencial. 

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