Venda Nova será a primeira região de Belo Horizonte a receber os mosquitos Aedes aegypti infectados com a Wolbachia. A medida será adotada ainda neste ano. O laboratório onde ocorre a modificação genética fica na região da Pampulha.

“Nos próximos meses vamos terminar a climatização do espaço. Assim que finalizarmos, a primeira colônia de Aedes infectados será liberada”, disse o Diretor de Zoonozes da PBH, Eduardo Viana.

Diretor da Sociedade Mineira de Infectologia, Carlos Starling avaliou positivamente as medidas, mas destacou outra forma de proteção. “Hoje temos uma vacina contra a dengue que atende apenas uma parcela da população, por não oferecer proteção contra todos os sorotipos da doença, mas que não pode ser ignorada”, afirma.

Professor do Departamento de Microbiologia da UFMG, Flávio da Fonseca faz ressalvas. “O problema é que ela (vacina) não gera boa resposta para o sorotipo 2, que esteve em circulação este ano. Se a pessoa toma a vacina e é infectada existe um fenômeno que pode agravar o quadro, gerando até uma dengue hemorrágica”, observou.

Drone

Os drones para monitorar imóveis e terrenos com focos do Aedes já foram testados nas regionais Barreiro e Venda Nova. Nessa sexta-feira, a Secretaria de Saúde da cidade deverá fazer uma ação para apresentar o sistema.

O material coletado será usado para direcionar o trabalho das equipes de endemias, acrescentou Eduardo Viana. Em outubro, a administração municipal vai divulgar um novo Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa).

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