A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, na manhã desta sexta-feira (8), o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A instituição disse que vai avaliar toda a documentação depois que todos os documentos forem entregues e que já iniciou a triagem.

Segundo a Anvisa, as primeiras 24 horas serão utilizadas para o processo de checagem de todos os documentos necessários. Se houver informações importantes faltando, o órgão poderá pausar o prazo e solicitar as informações adicionais ao laboratório. Antes de aprovar o uso, a agência precisa do resultado final do estudo sobre a eficácia do imunizante, que deve ser analisado em até dez dias.

Conforme divulgado nessa quinta-feira (7), a CoronaVac teve eficácia de 78% para casos leves e 100% em casos graves e moderados entre os vacinados. No entanto, não foi informado quantos voluntários que tomaram a vacina foram contaminados pela Covid-19 e nem quantos ficaram doentes após tomarem o placebo.

Segundo Dimas Covas, diretor do Butantan, o pedido de registro definitivo da vacina será feito posteriormente pelo laboratório Sinovac. “A Sinovac recolhe os dados dos estudos da vacina e é ela que submete o pedido oficialmente lá, na NMPA, agência chinesa, e imediatamente o mesmo pedido se estende ao Brasil e a outros países”, explicou.

Segundo a Anvisa, o prazo para a análise do pedido de uso emergencial é de dez dias. Já a avaliação do pedido de registro definitivo é feita em até 60 dias. Em dezembro, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou as regras para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19 no país.

Plano de Imunização

Na noite de quinta, o Instituto Butantan confirmou que assinou um contrato com o Ministério da Saúde para a aquisição de doses da CoronaVac. O documento prevê o fornecimento de 46 milhões de doses, divididas em quatro lotes, que serão entregues até 30 de abril. Há, ainda, a possibilidade de o governo federal adquirir outros 54 milhões de imunizantes.

Cada dose da vacina custará R$ 58,20 aos cofres brasileiros e o valor total do negócio é de R$ 2,6 bilhões. O pagamento será realizado após a obtenção do registro ou autorização para uso emergencial junto à Anvisa.

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