Com a chegada do verão, diversas pessoas têm buscado cachoeiras e lagoas e rios como alternativa para se refrescar. Contudo, mesmo durante o relaxamento, é preciso lembrar que existem alguns riscos nestes locais. Somente nos três primeiros dias de 2021, o Corpo de Bombeiros registrou 17 mortes por afogamentos em Minas Gerais, o que representa mais da metade de todas as mortes ocorridas em janeiro do ano passado.

Por isso é preciso estar atento aos riscos para evitar que a diversão vire  tragédia, uma vez que muitos acidentes ocorrem por negligência e desatenção. 

De acordo com os militares, é importante evitar nadar sozinho, principalmente, em locais desconhecidos, e não ingerir bebida alcoólica antes de entrar na água. Não mergulhar em áreas onde não se sabe qual a profundidade e não dar saltos, pois pode se machucar e ter lesões irreversíveis, levando até a morte.

Confira outras dicas de segurança:

- Crianças só devem nadar sob supervisão de um adulto;

- Não entre na água em locais que você não conheça. Antes disso, descubra características do local, como profundidade e força da correnteza;

- Nunca ultrapasse faixas e placas de avisos de perigo. Sempre fique atento à sinalização de segurança do local;

- Não entre na água após refeições pesadas por causa do risco de cãibras;

- Não salte de locais elevados para dentro da água e nem mergulhe de cabeça, pois a água pode esconder tocos de madeira, pedras e objetos pontiagudos;

- Evite brincadeiras de mau gosto, como: "caldos", "trotes" ou "saltos";

- Não se afaste da margem;

- Se começar a chover e relampejar, saia da água;

- Nunca nade perto de embarcações, por causa do risco de ser atingido por elas;

- Em caso de afogamento, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar (193);

- Sempre procure nadar em locais onde há a presença do Corpo de Bombeiros Militar ou guarda-vidas.

Ao presenciar um afogamento, a pessoa deve ligar para o 193. Caso a pessoa não tenha capacitação para realizar um salvamento, a orientação é que jamais o faça. No máximo ofereça um objeto flutuante para que a vítima possa se apoiar.

Estatísticas

Ainda conforme a corporação, no ano passado, 333 pessoas morreram afogadas em cachoeiras, lagoas e rios de Minas. O número representa um aumento de 18% em relação ao ano anterior, 2019.

Janeiro é considerado o mês mais crítico do ano para acidentes dessa natureza, seguido de dezembro. No período, há um aumento médio de 30%  na quantidade de fatalidades em comparação aos outros meses do ano.

Os dados de 2021 representam um recorde: as 17 mortes nos três primeiros dias do ano representam mais da metade de todas as mortes ocorridas em janeiro do ano passado.