Após o anúncio do acordo firmado pela Prefeitura de Belo Horizonte entre motoristas de aplicativos de transporte e taxistas, representantes das duas categorias lotam as galerias da Câmara Municipal, na tarde desta quarta-feira (10), quando o Legislativo vai deliberar sobre o projeto de lei que regulamenta o serviço na capital.

O projeto está previsto para ser votado na sessão que se iniciou às 15h. Como o texto enviado pelo Executivo havia sido modificado durante os dois anos tramitando no Legislativo, os vereadores precisam derrubar as mais de trinta emendas colocadas no PL para que as regras da prefeitura possam ser apreciadas e avancem para regulamentação.

Na manhã desta quarta, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou que, após tratativas com representantes dos dois lados, ficou acertado que os carros de aplicativos poderão ter sete anos de idade, mas que haverá um ano para que os autônomos se preparem para tal. Os táxis, que possuem cinco anos como regra, devem ser igualados.

Derrubados

Outras duas polêmicas que estavam em pauta devem ser derrubadas. Uma é a exigência que os carros sejam sedã e não hatchs. Taxistas e autônomos poderão circular com os dois tipos de veículos.

Já as cilindradas dos veículos, que definem as potências dos carros, deverão respeitar uma portaria futura a ser definida pela BHTrans. Kalil afirmou que todos os lados tiveram que ceder na proposta.

“Não tem ninguém feliz, do prefeito ao aplicativo e o motorista de táxi, mas foi preciso sacrifício dos dois lados para encontrar um denominador comum. O assunto está definitivamente encerrado”, afirmou.

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