Após a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alertar os gestores da macrorregião do Vale do Aço, no início do mês, sobre a possibilidade de surgimento de 100 mil novos casos da Covid-19 se não fossem tomadas medidas de contenção, a pasta informou, nesta segunda-feira (8), que a taxa de contágio na região (taxa R), que chegou a 1.99, caiu para 1.43. Segundo a gestão estadual, as ações precisam ser mantidas para que o número não volte a subir.

De acordo com o chefe de gabinete da SES-MG, João Pinho, a queda na taxa R veio após a reunião com secretários municipais de saúde e prefeitos do Vale do Aço, feita no último dia 28, que alertou para o tema e pediu sensibilidade dos gestores para a necessidade de medidas de contenção. A taxa R (ou R0) representa o potencial de propagação do vírus. No momento atual, com taxa em 1.43, pode-se dizer que uma pessoa contaminada tem o potencial de infectar, em média, outras 1.43 pessoas.

"Fizemos uma intervenção em conjunto com os gestores municipais. Ações foram realizadas na região. Cada gestor municipal intensificou suas ações conforme entendia pertinente. Hoje a gente tem um RT em patamar inferior. As ações, para esse indicador específico, tiveram sucesso", explicou Pinho.

Segundo ele, isso não significa que as ações pararam por aí. "A gente tem que continuar fazendo todas as medidas, seja a SES, sejam os gestores municipais, para tentar fazer com que esse indicador diminua ainda mais. A gente tem outros indicadores, como taxa de incidência, comportamento da curva, e avalia todos para fazer uma política pública na região", declarou.

Com relação aos leitos em Ipatinga, que chegaram à lotação total, Pinho reforçou que a ampliação no número de vagas é responsabilidade compartilhada entre municípios, Estado e União, mas trouxe ações que a SES-MG tem empenhado para esse fim. Entre as ações tomadas pela prefeitura local, estão a adequação de uma escola para a ampliação de leitos.

"Em breve, a gente deve ter um encaminhamento de ventiladores para a região. Todas as regiões vão receber um quantitativo desses equipamentos. A gente espera que, a partir do plano macrorregional, a partir da chegada desses equipamentos, que a gente tenha uma abertura efetiva de leitos, para que a gente possa atender a população da melhor forma", completou.

Entre as cidades que já receberam ventiladores, a SES-MG informou que Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha, teve 10 equipamentos emprestados. Segundo a pasta, são aparelhos que estavam defeituosos no Estado e que foram consertados em ação conjunta entre o Senai, ArcelorMittal e Fiat e que conseguem atender a população.