A greve dos motoristas da empresa TransOeste foi encerrada na manhã desta terça-feira (13), cinco horas depois que o movimento foi deflagrado. Com o fim do protesto, ônibus de 25 linhas, que estavam parados nas garagens desde a madrugada, voltaram a circular.

Os coletivos, que diariamente atendem cerca de 24 mil passageiros e realizam 930 viagens, operam principalmente nas estações Barreiro e Diamante. Nas primeiras horas do dia, longas filas de pessoas se formaram nos terminais e também nos pontos. Como a manifestação não havia sido anunciada com antecedência, os usuários foram pegos de surpresa.

Os motoristas reivindicam o pagamento dos salários em dia e exigem melhores condições de trabalho. As linhas afetadas foram: 32, 35, 303, 304, 305, 309, 310, 311, 313, 314, 315, 318, 319, 325, 329, 330, 332, 335, 336, 337, 340, 3350, 3029, 3055 e 3250.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra-BH) diz ter esclarecido aos profissionais questões relacionadas à forma de pagamento e benefícios durante a pandemia. "Destaca que mesmo diante da dificuldade financeira, sem precedentes que passam todas empresas do sistema, a oferta de viagens está sendo mantida acima da demanda de passageiros", informou.

Procurada pela reportagem, a TransOeste informou que não irá se manifestar. A BHTrans confirmou que os coletivos voltaram a circular após horas parados. "Após reunião realizada entre a empresa responsável pela operação da linhas e os trabalhadores, às 9h30 as linhas voltaram a operar nas estações Diamante e Barreiro", ressaltou a empresa que gerencia o trânsito na capital.


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