O policial militar, apontado como suspeito da morte da ex-mulher em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se apresentou na Delegacia de Plantão 1 (Deplan), na capital, no fim da noite dessa quarta-feira (6). De acordo com a Polícia Civil, ele se reservou ao direito de ficar calado e disse que só vai falar diante do delegado responsável pelo caso na cidade da Grande BH. Ainda de acordo com a PC, ele não foi preso porque não houve flagrante e nem há mandado de prisão em aberto. 

A PC também está investigando se o policial tem alguma responsabilidade nas mensagens postadas no WhatsApp da própria vítima. O Hoje em Dia teve acesso a algumas das publicações feitas pelo aplicativo de mensagens instantâneas da jovem. Em uma delas é possível ler um texto que incrimina o ex-companheiro dela. "Fui trair meu marido polícia deu nisso (sic)", dizia a publicação.

O crime foi na noite da última segunda (4). A ex-mulher do policial militar, de 46 anos, foi encontrada morta, dentro de casa, no bairro Gavea II, em Vespasiano. 

A Polícia Militar chegou ao local depois que o irmão do militar acionou a corporação. O homem tinha procurado pelo policial, foi à casa dele e viu a luz acesa e o portão aberto, e chamou a PM. 

O corpo da mulher, de 23 anos, foi encontrado em cima da cama com perfurações de arma de fogo na nuca, no rosto e tórax. A PM encontrou junto ao corpo três cápsulas de munição calibre .45. 

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