A nova flexibilização das medidas de combate à pandemia em Belo Horizonte não é sinal, ainda, para a liberação da necessidade de usar máscaras. De acordo com o infectologista Carlos Starling, que integra o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da prefeitura, as máscaras seguem “absolutamente obrigatórias e não devem ser dispensadas em hipótese alguma”.

Membro da equipe especial no executivo, Starling afirma que as regras podem voltar a ser mais rígidas caso os números da doença subam na capital.

O médico diz que as medidas de flexibilização levam em consideração o matriciamento de risco e não apenas dados isolados como a taxa de contágio. O critério é medido pela incidência de Covid-19 a cada 100 mil habitantes, a taxa de mortalidade e a tendência desses cenários.

O matriciamento de risco é medido em uma escala de 0% a 100%, relativa ao grau de “normalidade”. Quanto mais alto o número, mais próxima a situação está de uma realidade sem grandes impactos pelo coronavírus. Na o boletim epidemiológico, divulgado pela prefeitura nesta segunda-feira (1º), o índice estava em 93%, a última atualização aconteceu no dia 27/10.

Segundo Starling, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 segue acompanhando os indicadores da doença em BH, fator que determina a rigidez das medidas de combate à doença. “Se os índices aumentarem, essa sempre foi a conduta”, afirma sobre a possibilidade de retomar regras mais restritivas de isolamento social na capital.

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