Uma "comissão de atingidos pela chuva", formada por moradores do bairro Betânia e outros locais que margeiam a avenida Teresa Cristina, pede que sejam adotadas medidas emergenciais tanto de prevenção quanto à possível tempestade da próxima sexta (24), como de reparação aos danos causados pela chuva do último domingo (19).

Nesta quarta-feira (22), cerca de 25 moradores da região estão na porta da Prefeitura de Belo Horizonte para tentar dialogar com o prefeito Alexandre Kalil. 

O agente ambiental Gladson Reis, presidente da Associação de Associação de Moradores e Empreendedores (AME) da Vila Betânia, relata que alguns moradores estão internados em unidades de saúde com indícios de problemas causados pelo contato com a água da chuva. 

"A nossa luta é por dignidade. O trabalho humanitário é bem vindo, doação de colchões e tudo mais também, mas o que precisamos é de medidas urgentes e que o prefeito nos ouça. Por isso queremos apresentar esta carta de reivindicação a ele pedindo, dentre outras coisas, uma bolsa emergencial para reconstrução", explica. 

Veja abaixo as reivindicações enviadas pela comissão:

- Auxílio social no formato de Bolsa Emergencial (ou de Reconstrução), na forma de recursos financeiro que fosse suficiente para, de imediato, proporcionar compra de novos móveis e eletrodomésticos pelos moradores e comerciantes que tiveram suas residências atingidas. 

- Isenção perante a Cemig e Copasa das taxas de energia e água. 

- Instalação de um escritório na rua Amanda com presença de representantes da Regional de Assistência Social Oeste (equipe de Proteção Social Básica) para cadastro das famílias atingidas a fim de verificar suas necessidades no tocante a assistência e benefícios às quais teriam direito e emissão de autorização para emissão gratuita das segundas vias de documentos perdidos. 

- Obrigatoriedade das empresas contratadas para as obras de reparação e reconstrução da avenida Tereza Cristina contratarem no mínimo 70% de pessoal residente na região afetada pelas enchentes, dado ao alto número de moradores desempregados em tais áreas e que tiveram sua situação já anteriormente vulnerável agravada pela presente situação. 

Procurada pela reportagem, a assessoria da prefeitura informou que não há nenhuma reunião marcada com o prefeito neste sentido. 

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