Após um acordo firmado com Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Vale vai fazer perícia e auditoria técnica independente para verificar as condições de segurança e estabilidade na Pequena Central Hidrelétrica Mello, em Rio Preto, na Zona da Mata.

No dia 16 de março, a Vale decretou situação de emergência nível II, com risco de rompimento da estrutura, e 25 famílias foram retiradas da zona de autossalvamento. 

O encerramento do nível 2 ocorreu no dia 19 de março, depois que uma empresa externa de engenharia, contratada pela mineradora, atestou a segurança e estabilidade da barragem. Desde então, a estrutura segue em estado de alerta nível 1.

O MPMG informou que o perito já foi nomeado e a empresa de auditoria também foi escolhida. Os técnicos  que  acompanharão eventuais medidas de reparo e reforço da estrutura, elaboração, atualização ou revisão do Plano de Segurança de Barragens, do Plano de Ações Emergenciais e do Plano de Preparo e Resposta para Emergência no caso de evacuação da zona de autossalvamento serão indicados pelo órgão.

Para a promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Juiz de Fora, a adoção de medidas preventivas é de responsabilidade da empresa. 

“O proprietário de um empreendimento é responsável pelas medidas de precaução e prevenção ambientais necessárias à realização da atividade. Não se pode entender o conceito de responsabilidade unicamente como resposta ao dano, mas também como resposta para evitar o risco, que deve ser diminuído para que o dano não se produza”, explica o promotor Alex Santiago.

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