Novas parcelas do auxílio emergencial podem começar a ser pagas aos brasileiros ainda neste mês. A informação foi dada na noite de segunda-feira (1º), pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O valor do benefício deve ser de R$ 250 e pode ser retomado por mais quatro meses.  

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Pacheco ressaltou que o auxílio deve ser aprovado imediatamente e que o assunto é tratado com urgência. Ele adiantou, ainda, que durante esta semana o Senado vai se dedicar ao benefício e às questões relacionadas à vacinação.

“Objetivamente, nós esperamos que o auxílio emergencial possa ser retomado no Brasil nos meses de março, abril, maio e junho, uma reivindicação nossa para que permanecesse por quatro meses, num valor ainda a ser definido pelo governo federal. Há uma expectativa por parte do governo da possibilidade de um valor de R$ 250 e, evidentemente, vamos avaliar o espaço fiscal, eventualmente, para aumentar esse valor”, disse.

O início da contribuição está relacionado à aprovação da PEC emergencial, que cria condições para o pagamento de novas parcelas do auxílio e está em pauta no Senado nesta terça e quarta-feira (3). “Absolutamente necessário. Como a pandemia ainda não terminou e as consequências dela também não, é importante retomar o auxílio e é preciso ter aprovação da PEC emergencial para ter a aprovação do benefício. É o que estamos trabalhando da maneira prioritária”, completou.

Vacina

Também durante a entrevista, ele admitiu que houve falta de agilidade por meio do governo federal durante o processo de imunização dos brasileiros contra a Covid-19.

“Poderia ter sido mais ágil. Pode ter havido (omissão do governo federal), sim. Acho que houve um retardamento na solução da vacina do Brasil. Muito embora agora a gente tenha compreensão do acerto de fazer a vacina no Brasil. São Fiocruz e Instituto Butantan que salvarão os brasileiros durante a imunização”, afirmou o parlamentar, referindo-se às vacinas AstraZeneca/Oxford e CoronaVac, que estão sendo produzidas e distribuídas no país. 

Ao ser questionado se a falta de agilidade poderia ser considerada crime de responsabilidade, Pacheco disse que a “avaliação se é crime de responsabilidade está no âmbito de um processo. Crime depende de dolo, da intenção deliberada de fazer, nós não entendemos quais são obstáculos para que isso acontecesse. Mas houve um retardamento nessa política pública, mas ela acabou sendo efetivada. Em outros países, isso também ocorreu”, concluiu.

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