A Backer informou nesta terça-feira (28), que suspendeu, temporariamente, as atividades do Templo Cervejeiro, um complexo de restaurante e loja da cervejaria que fica no bairro Olhos D'Água, região Oeste de Belo Horizonte.

Toda a produção da empresa está paralisada depois que uma investigação apontou intoxicação por dietilenoglicol, substância tóxica que foi encontrada em garrafas da marca Belorizontina e no tanque da fábrica, e que está associada à síndrome nefroneural. A doença ataca a função renal e apresenta entre os sintomas náusea, vômito, dor abdominal e alterações neurológicas.

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia determinado o recolhimento de todos os 82 lotes de bebidas da marca, além da interdição de todas as cervejas produzidas pela empresa com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. Essa interdição é cautelar e é válida por 90 dias.

Backer

Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) registrou 26 casos suspeitos de intoxicação, sendo que 22 pessoas ainda estão em tratamento. A morte de um paciente foi confirmada e outras três estão sendo investigadas. A presença da substância dietilenoglicol foi encontrada no sangue de um homem, de 55 anos, que esteve internado em um hospital de Juiz de Fora, na Zona da Mata, e morreu em 7 de janeiro.

Investigação 

A Polícia Civil já ouviu 24 pessoas no caso que apura o caso e quem consumiu o produto ainda pode registrar um boletim de ocorrência em qualquer unidade policial. As investigações apontaram que as amostras recolhidas, tanto na cervejaria, quanto da empresa química que vendia o monoetilenoglicol, continuam sendo analisadas pelas equipes de peritos do Instituto de Criminalística e ainda não há previsão para a conclusão dos laudos.