Belo Horizonte registrou nesta quinta-feira (24) a marca de 1.200 mortos pela Covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura. São oito óbitos nas últimas 24 horas. Entre as vítimas da cidade, 82% tinham mais de 60 anos de idade. Cardiopatia, diabetes, pneumopatia e obesidade foram as comorbidades mais registradas entre as pessoas que perderam a vida por causa da doença.

Embora a capital mineira registre mais casos entre mulheres, especialmente entre 20 e 59 anos, a doença é mais mortal entre os homens. Entre os mortos, 55% são do sexo masculino.

A diferença de gênero é maior ainda quando se observa as pessoas que morreram de Covid sem ter comorbidade ou fator de risco (idade acima de 60 anos). São 32 casos, sendo 27 do sexo masculino – ou seja, 84,3% dos óbitos.

O infectologista Carlos Starling, integrante do Comitê de Enfrentamento à Epidemia de Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, afirma que a hipótese mais provável para essa grande mortalidade dos homens é que as mulheres possuem uma resposta imunológica melhor para o novo coronavírus.

“A natureza é sábia e conserva melhor quem a reproduz. As mulheres têm fatores hormonais que, de alguma maneira, as protege. Há aspectos genéticos e hormonais que influenciam na resposta imunológica”, afirma o médico.

Mais de 41 mil casos

Ainda de acordo com o boletim, Belo Horizonte registrou 41.091 casos confirmados de Covid-19, um acréscimo de 1.553 casos em relação ao dia anterior. Desses registros, 2.706 se referem a pacientes em acompanhamento no momento (internação ou isolamento domiciliar).

A Secretaria Municipal de Saúde, informou que os 1.553 casos que foram inseridos nos bancos de dados nas últimas 24 horas não são casos relativos a este mesmo período. "São casos de diferentes dias que foram contabilizados e notificados entre um dia e outro no sistema E-SUS que gera os dados para o Boletim Epidemiológico Assistencial. Estes 1.553 casos se encontram distribuídos em diferentes datas de início de sintomas, como pode ser verificado no Gráfico 2 do Boletim. Estes registros se devem às atualizações e qualificações nos bancos de dados, realizadas regularmente", afirmou a pasta.

A secretaria informou ainda que a maior parte do incremento - 978 casos - foi no número de casos recuperados, ou seja, indivíduos que receberam alta hospitalar ou com início de sintomas há mais de 14 dias sem evolução para síndrome respiratória aguda grave e/ou óbito. "O volume de novas notificações desta quinta-feira pode ser justificado por alguma instabilidade ocorrida no sistema E-SUS durante a semana".

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