Cerca de 10% dos estabelecimentos do ramo da alimentação podem fechar as portas em definitivo na capital mineira. De acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindbares), até 1,2 mil dos 13 mil pontos comerciais devem encerrar as atividades em decorrência da quarentena na metrópole. Os restaurantes de alta gastronomia foram os que mais sofreram e vários já encerraram as atividades.

A declaração foi feita na tarde desta terça-feira (18) pelo presidente da entidade, Paulo Pedrosa, após se reunir com o prefeito Alexandre Kalil, na sede da  PBH, para debater a situação do setor em meio à pandemia. O chefe do Executivo não falou sobre o encontro com a imprensa.

Vale lembrar que, desde 20 de março, bares, restaurantes e lanchonetes podem funcionar por delivery ou no sistema de retirada dos produtos. Mas o modelo não está sendo suficiente para fechar as contas de muitos comerciantes, ressalta Paulo Pedrosa. Segundo ele, as falências também devem atingir espetarias, churrascarias e cafeterias.

Estima-se que, entre hotelaria e gastronomia, cerca de 15 mil pessoas percam o emprego.

Para amenizar

Na tentativa de amenizar a situação, ele reivindicou ao prefeito que permita pelo menos a reabertura de bares e restaurantes ao público no período do almoço, já nos próximos dias, das 11h às 17h. O presidente do sindicato garante que todos os protocolos sanitários serão seguidos, de forma a preservar a saúde tanto dos trabalhadores quanto dos clientes.

Porém, Paulo Pedrosa não tem grandes expectativas de retomada do setor na semana que vem. “A não ser que haja uma surpresa muito grande nos números, que estão estabilizados, em baixa,  o prefeito foi firme na sua decisão. Ele tem olhado tanto para bares e restaurantes quanto para o comércio, mas disse que aguarda os números (da Covid-19) hoje à noite, para avaliar, e chamar a gente na semana que vem para anunciar alguma data de reabertura”, frisou.

Mesmo sem uma promessa por parte de Alexandre Kalil sobre os rumos da flexibilização, o sindicato garante que não irá levar o imbróglio para os tribunais. "Saímos daqui (da reunião) tranquilos, não vamos judicializar. Achamos que não é pressão que resolve, é diálogo e equilíbrio".

Em nota, a prefeitura informou que "as solicitações serão avaliadas com base nos números da pandemia em Belo Horizonte".

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