Mais foliões, mais blocos de rua, mais desfiles e mais segurança. O Carnaval de Belo Horizonte, que deve receber cerca de 5 milhões de pessoas, caminha para ser o maior da história da metrópole. Com a grandiosidade da festa, crescem também os desafios para que o evento seja digno de ficar na memória, sem situações desagradáveis.

Um deles é a quantidade de banheiros químicos a ser disponibilizada durante a folia. Em 2020, a oferta será igual à do ano passado – 15 mil –, mesmo com a estimativa de público 10% maior. Para minimizar as cenas de “mijões” nas ruas, a Belotur garante ter montado uma estratégia para melhor aproveitamento das cabines. 

Por outro lado, o órgão reforçou policiamento, atendimento relacionado à saúde e transporte público. Outra melhoria pensada é a descentralização da festa. A região do Barreiro, que no ano passado recebeu apenas um bloco de rua, terá 14. Em Venda Nova, a previsão é de oito grupos.

Na comunidade

Pela primeira vez, os bairros Serra, Lagoinha, Confisco e Zilah Spósito terão palcos oficiais, para apresentações musicais. Porém, as estruturas não serão montadas na avenida Brasil e a Savassi, como nas edições anteriores. “Trabalhamos nessa descentralização. As regiões Centro-Sul e Leste ainda concentram 60% dos desfiles. Com os palcos, levamos o Carnaval para onde, às vezes, não chega essa grande festa”, disse o presidente da Belotur, Gilberto Castro.
 

Ônibus gratuito

Uma novidade na mobilidade durante a folia é o trajeto dos foliônibus na Pampulha, além da área central. Até 2019, os 35 veículos percorriam apenas a Contorno, levando as pessoas gratuitamente. Presidente da BHTrans, Célio Bouzada explicou, ainda, que o transporte público terá alterações no hipercentro, mas os acessos à região hospitalar ficarão livres.

 

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Segurança

Conforme o Hoje em Dia mostrou na edição de ontem, cerca de 9,1 mil militares farão a segurança nas ruas da capital. Além disso, uma delegacia móvel será montada na Praça da Estação. As unidades de plantão (Centro, Leste, Noroeste e Barreiro), de Mulheres e Menores terão reforço no efetivo.

Drones em aglomerações e agentes infiltrados nos blocos também são estratégias adotadas, disse o chefe do 1º Departamento da capital, delegado Wagner Sales. A venda de bebidas alcoólicas para pessoas com menos de 18 anos está na mira dos investigadores.

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Para minimizar transtornos, banheiros serão instalados em pontos fixos na cidade

Um dos grandes gargalos ainda a serem superados é a quantidade de banheiros químicos durante a festa momesca na capital mineira. Assim como no ano passado, o número de equipamentos será de 15 mil, distribuídos pelas nove regionais da cidade.

Na edição passada, os foliões reclamaram das longas filas para usar os sanitários. A população também demonstrou insatisfação com as pessoas fazendo xixi nas ruas, deixando sujeira e mau cheiro em muitos locais.

De acordo com a Belotur, não foi possível aumentar o número de cabines instaladas na metrópole, mesmo com um público maior. “Estamos trazendo banheiros até de Uberlândia (no Triângulo Mineiro), mas a demanda é maior que a oferta”, afirmou Gilberto Castro.

Locais fixos

Na tentativa de minimizar os problemas, a empresa de turismo de BH vai reforçar a instalação de banheiros em locais fixos. Os pontos que recebem mais foliões, como os palcos dos shows, terão 101 cabines. No ano passado foram 59.

“Mas é importante ressaltar que todos os blocos têm banheiro na concentração, no meio do trajeto e no final do percurso. Obviamente, também cabe à população respeitar esses lugares e se educar para fazer o bom uso do banheiro químico”, ressaltou o titular do órgão.

Ainda segundo a Belotur, do total de cabines, 50 farão a coleta do xixi para, posteriormente, ser transformado em adubo. A iniciativa também foi realizada na folia de 2019.

Risco de doença faz autoridade traçar plano de contingência

Mesmo sem casos de coronavírus na cidade, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) garante ter em mãos um plano de contingência para ser acionado, havendo necessidade. A preocupação vem da propagação do vírus em todo mundo e a chegada de turistas para curtir a folia na capital mineira.

Vale lembrar que uma notificação suspeita da doença é investigada na metrópole – uma mulher de 49 anos que veio de Xangai, na China. 
Um trabalho de orientação sobre prevenção para doenças respiratórias também será realizado, antes do Carnaval, com o setor turístico. O objetivo é informar as pessoas em relação ao vínculo epidemio-lógico de turistas provenientes do país oriental e manifestação dos sintomas. “Temos hospitais de sobreaviso com leitos isolados para abrigar pessoas caso seja necessário”, destacou o secretário Jackson Machado.

Postos móveis

A assistência na área da saúde durante o Carnaval terá o reforço de três Postos Médicos Avançados (PMA), montados na Praça da Estação (Centro), avenida Afonso Pena (bairro Funcionários) e na rua Estrela do Sul (Santa Tereza). O primeiro terá funcionamento 24 horas. Os outros, das 10h às 22h.

O objetivo desses locais é evitar a superlotação das unidades de urgência da cidade. Juntas, elas vão disponibilizar 36 leitos, sendo 30 para observação e o restante para emergência. Mais de 280 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, serão escalados para o plantão.

​Além disso, as nove Unidade de Pronto-Atendimento (UPAs) atenderão dia e noite. Já os 152 centros de saúde irão abrir para atendimento à população na segunda-feira de Carnaval.

Crianças e adolescentes

Como no ano passado 10% das intoxicações alcoólicas envolveram pessoas menores de 18 anos, assistentes sociais vão atuar, durante a festa momesca, na Vara na Infância. A proposta é dar assistência adequada, encaminhando os jovens até as famílias.

Outra preocupação das autoridades refere-se às doenças sexualmente transmissíveis. Folders com orientações serão distribuídos entre os foliões. Mais de um milhão de preservativos também serão entregues, gratuitamente, nos postos de saúde e em locais estratégicos.

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