Mais de 1,3 mil pessoas foram flagradas dirigindo sob a influência de álcool, de janeiro a 7 de novembro deste ano, em Belo Horizonte. A média é de quatro multas por embriaguez ao volante por dia. O ato irresponsável pode provocar acidentes e colocar em risco a vida do próprio motorista, de outros condutores e pedestres. Na segunda-feira (10), mais uma imprudência foi registrada na capital.

Um médico com sintomas de embriaguez, segundo a Guarda Municipal, bateu o carro após perseguição. Ele está preso. Por volta de 2h, o veículo conduzido pelo homem de 35 anos seguia em alta velocidade pela avenida Afonso Pena, em direção à Praça do Papa, na região Centro-Sul. Mesmo com as ordens dos agentes da corporação, o motorista não parou o veículo, fazendo manobras perigosas e conversões proibidas em algumas vias.

Outras viaturas foram acionadas e cercos para interceptar o automóvel, montados. O veículo só foi parado na avenida dos Andradas, no bairro Santa Efigênia, Leste da metrópole. O médico se recusou a soprar o bafômetro e foi encaminhado ao Detran.

De lá, levado ao sistema prisional e autuado em flagrante por embriaguez ao volante, direção perigosa, dano qualificado e porte de droga. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

O Hoje em Dia procurou o Conselho Regional de Medicina (CRM), por volta das 18h de ontem, mas as ligações não foram atendidas.

motorista embriagado
PERSEGUIÇÃO – Médico chegou a bater o carro em uma viatura da Guarda Municipal
 

MULTA

A infração para quem dirige sob o efeito de álcool é gravíssima e resulta na apreensão da carteira de habilitação, além de multa de R$ 2,9 mil. O ato de incivilidade também pode levar o condutor à prisão. Quando o teste do bafômetro comprova mais do que 0,33 miligramas de álcool por litro de sangue (mg/l) é considerado crime de trânsito.

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