O interesse crescente de alunos brasileiros em estudar nas universidades norte-americanas fica evidenciado nas estatísticas oficiais. O Brasil é, agora, o nono país no ranking mundial a enviar estudantes para os Estados Unidos, aponta o Relatório Open Doors de 2019, publicado pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA.

estudante intercâmbio promove
Ex-aluna do Promove, Karla Fortes passou um ano e meio na Flórida

Hoje, há cerca de 16 mil brasileiros matriculados em universidades estadunidenses e divididos entre graduação, pós, mestrado e doutorado. O número é 10% maior em relação biênio 2017-2018, quando cerca de 14 mil estavam registrados em instituições de ensino do país. 

Quem viveu a experiência, garante que vale a pena. A ex-aluna de Sistemas de Informação das Faculdades Promove, Karla Cristina de Oliveira Fortes, de 26 anos, passou cerca de um ano e meio no Instituto de Tecnologia da Flórida, como graduanda em Ciências da Computação. 

“Com certeza abriu portas para mim. Hoje sou desenvolvedora de sistemas de uma multinacional que presta serviço para empresas do mundo todo. Recomendo essa vivência para outros estudantes até pela valiosa imersão cultural, já que lá é tudo completamente diferente”, explica.

Impulso

Voltar de um intercâmbio estudantil pode não apenas elevar a bagagem cultural de um estudante, como também atrair para ele oportunidades de trabalho privilegiadas. Quem afirma é o professor de Psicologia e Organização Industrial do Trabalho dos cursos de Engenharia e Direito das Faculdades Kennedy, Rubens Hermógenes Ferreira.

“O mercado brasileiro geralmente absorve as competências adquiridas e a capacidade do aluno de resolver problemas. Quem souber aproveitar o programa de intercâmbio tem muito a ganhar”, explica. “Mesmo com o fim do Ciência sem Fronteiras ainda há muitas opções de bolsas”, ressalta. 

Preparação

Conseguir a vaga exige preparação. “Dentre outros documentos, são necessárias cartas de recomendação, históricos de Ensino Médio e da Graduação traduzidos para o inglês”, orienta a supervisora do escritório EducationUSA em São Paulo, Érica Alves.

Ela destaca que o processo deve começar com pelo menos 12 meses de antecedência da viagem. “Além disso, é aconselhável ter fluência no idioma para debater com os colegas em sala de aula”, conclui.

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