Pratinhos, pneus, vasos e outros objetos que acumulam água dentro de casa são responsáveis por mais de 80% dos focos, em Minas Gerais, do mosquito Aedes aegypti, agente de transmissão da dengue. O dado da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) é grave, uma vez que, somente neste ano, 153 pessoas morreram pela doença, enquanto outros 94 óbitos ainda estão sob investigação. Cerca de 485 mil casos prováveis também esperam por um diagnóstico. 

Para tentar conter o ciclo evolutivo do mosquito, a pasta lançou, nesta quarta-feira (20), uma campanha de enfrentamento à dengue. Com o tema “Quando você culpa o vizinho, o mosquito ganha terreno”, a secretaria pretende focar em assuntos técnicos, com planejamentos e estudos para desenvolvimento de vacinas e outros métodos de controle do Aedes, assim como na mobilização social. O Hoje em Dia mostrou, neste mês, que a possibilidade de infestação deixa em alerta 7 milhões de mineiros.

A ação, que será veiculada até o final de dezembro, estará em canais abertos de TV, rádios, backbus, abrigos de ônibus, paineis de LED, carros de som, outdoors, cartazes e folders. Na internet, a campanha fará parte de canais como Google, Facebook, Instagram, Youtube, além de peças exclusivas para WhatsApp. De acordo com o secretário Carlos Eduardo Amaral, "é preciso estreitar a relação entre a SES e sociedade e estabelecer um canal direto para essa comunicação".

Além dos casos de dengue, Minas tem uma morte confirmada por chikungunya, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, e outra sob investigação. Quanto à zika, 746 casos prováveis estão sendo analisados no Estado. “O mapa dos municípios infestados em todo o Brasil mostra a dificuldade que temos de controlar o aumento do Aedes", explicou Dario Brock Ramalho, subsecretário de Vigilância em Saúde. De acordo com ele, em 2017 mais de 86% das cidades brasileiras estavam infestadas. "A epidemia de dengue pode ser freada, em grande parte, pela imunidade coletiva das pessoas".

Acesse a campanha da SES-MG aqui