O policial civil aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, foi condenado nesta quinta-feira (26) a 22 anos de prisão pelo homicídio de Eliza Samudio e também por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho do goleiro Bruno com a modelo. Ele vai aguardar o julgamento do recurso em liberdade. 

O júri foi retomado no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pouco depois das 9h, mas teve início na manhã desta quarta-feira (25). Onze testemunhas foram ouvidas, incluindo o goleiro Bruno Fernandes e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que participaram por videoconferência.

O segundo dia de júri foi marcado pelo debate entre acusação e defesa. Após essa etapa, os jurados do conselho de sentença, composto por cinco mulheres e dois homens, se reuniram para decidir a sentença.

O julgamento ocorre 11 anos após o crime e o processo corre em segredo de Justiça. Zezé foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menor e ameaça grave na trama que resultou na morte da modelo.

O nome dele foi citado desde o início das investigações. Na época, o delegado responsável pelo inquérito informou que não havia provas suficientes para indiciar o ex-policial civil. Consta no processo que ele foi a pessoa que apresentou Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, a Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Macarrão era o braço-direito de Bruno e Bola foi condenado por executar o crime. No depoimento prestado à polícia na fase do inquérito, o ex-policial civil, à época empresário de um grupo de pagode, disse que conhecia Macarrão pelo fato de ele agenciar o grupo para festas realizadas pelo atleta.

A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva do policial aposentado, em julho de 2015, mas ele não foi encontrado e passou a ser considerado foragido. Em 12 de agosto de 2015, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu habeas corpus a Zezé e deu direito a ele de responder ao processo em liberdade.

Caso Bruno - Eliza Samudio

Outros condenados

O goleiro Bruno Fernandes também foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime e reduzida pela confissão do jogador.

Macarrão foi condenado, em 2012, a 15 anos de prisão por homicídio qualificado.

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio e por ocultação do cadáver.

Elenilson da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, foram condenados por sequestro e cárcere privado do filho de Elisa Samudio em 2013. 

Fernanda Castro, que era namorada de Bruno, foi condenada, em primeira instância, a 3 anos de prisão, mas a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade.

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