Cerca de 12% dos empresários de Minas pretendem contratar funcionários de forma temporária para suprir as demandas relacionadas às festividades de fim de ano, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG). Com a chegada de datas importantes para o consumidor, dinheiro em caixa e movimento nas lojas o comércio vê oportunidade de negócios, ainda que em tempos de instabilidade econômica. 

 

Entre as vagas ofertadas, o cargo de vendedor lidera nas intenções de contratação para o final do ano, com 79%; seguido de operadores de caixa e estoquistas, ambos com 12%.

Para o economista da Federação, Guilherme Almeida, a proximidade da Black Friday e do Natal podem intensificar as contratações de temporários. “A economia vive um momento delicado, que reflete no aumento da inflação, na dificuldade de acesso ao crédito e no desemprego. No entanto, o movimento tradicional de fim de ano deve beneficiar uma série de atividades, e, por consequência, gerar vagas temporárias.” 

Entre as áreas com maior expectativa de contrações estão os segmentos de tecido, vestuário e calçados (29,7%); supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (10,6%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,7%); móveis e eletrodomésticos (9,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,0%). 

Em relação às contratações definitivas, 59% das empresas têm perspectiva para efetivação de funcionários, 36% a mais em comparação com o ano passado. Segundo a Fecomércio, as contratações podem ocorrer principalmente entre dezembro deste ano e janeiro de 2022, o que pode tornar as vagas temporárias uma porta de entrada para a recolocação profissional. 

Apesar da boa expectativa para o setor, muitos empresários não vêem motivos para contratar mais funcionários. Entre os principais fatores apontados pelos entrevistados estão a falta de movimento nas lojas (54%), a não contratação de funcionários temporários para o período (27,4%) e a queda nas vendas do comércio (6,9%). Para 30% dos entrevistados a falta de experiência e/ou capacitação (22,4%) e a dificuldade de encontrar profissionais sem o perfil adequado para a função (18,4%), são fatores que dificultam a contratação de temporários. 

A pesquisa da Fecomércio-MG foi realizada com empresários do comércio varejista de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Uberlândia. 

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