Com a reabertura do comércio não essencial em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (1º), comerciantes tentam recuperar parte do prejuízo gerado pelas medidas de restrição aplicadas na capital. Muitos lojistas, no entanto, não estão esperançosos com a nova flexibilização.

Agora, a criatividade é uma das principais aliadas no negócio. Com a autorização para a venda de bebida alcoólica de 11h às 15h, já tem gente oferecendo promoção à clientela que quiser se refrescar com um chopp gelado. Caso de Leandro Câmara, de 32, dono de um estabelecimento no Centro de BH.

restauranteRestaurante faz promoção para a venda de bebida alcoólica na capital 

Segundo o comerciante, a modalidade de delivery e a retirada no local, medidas impostas pela prefeitura para impedir o avanço da Covid-19 na cidade, foram praticamente inviáveis. "A expectativa, agora, não é das melhoras, mas é um passo importante. O cliente fica mais confortável, mas ainda assim, o resultado não aumenta muito financeiramente".

Para Leandro, os mais afetados com o recuo na flexibilização são as classes mais baixas, já que a solução, muitas vezes, é demitir funcionários para cortar gastos. "Não consigo manter o mesmo número de empregos para tentar viabilizar o que já estava muito difícil".

Movimento fraco

No primeiro dia da volta dos serviços, o movimento no hipercentro de BH foi fraco, segundo lojistas. Se a expectativa era de muitas pessoas na rua em busca do que ficou faltando em casa durante as últimas semanas, não foi esse o cenário da região central.

O movimento nas lojas foi fraco. Poucas pessoas foram fazer compras e a expectativa dos comerciantes é que isso mude ao longo dos próximos dias, visto que fevereiro é um mês historicamente mais forte nas vendas do que janeiro.

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