Após três dias de fechamento, os shoppings galerias, lojas e salão de beleza de Belo Horizonte voltam a abrir as portas nesta quarta-feira (12). A reabertura do comércio ocorre em meio a impasse com o Ministério Público, que questiona o afrouxamento da flexibilização social na metrópole. O caso pode parar na Justiça.

Quando autorizou o funcionamento dos serviços não essenciais, a prefeitura determinou que os estabelecimentos funcionem por três dias e fechem por quatro. A medida, conforme destacou o Comitê de Combate à Covid-19, é para evitar a aceleração da transmissão do novo coronavírus no município. 

Por isso, nesta semana, os estabelecimentos só voltam receber clientes de forma presencial a partir de hoje. Pelo cronograma estipulado pela PBH, as lojas de rua vão abrir até sexta-feira (14), das 11h às 19h. 

Os shopping estão liberados para funcionar no mesmo período, mas de 12h às 20h. Praças de alimentação funcionarão somente por delivery ou retirada, sem consumo no local. Já os serviços de cabeleireiros, manicures e pedicures têm permissão para reabrir entre quinta (13) e sexta-feira, das 11h às 20h. E no sábado (15), entre 9h e 17h. 

Os serviços essenciais, como padarias, supermercados e postos de gasolina não vão sofrer alterações. Confira, abaixo, a lista completa.

Atualmente, a capital tem 724 mortes em decorrência da Covid-19 e 26.440  infectados. A ocupação dos leitos de UTIs para pacientes com o novo coronavírus está em 70,5%. Na enfermaria a situação é mais tranquila, com lotação em 48,7%. Já a taxa de transmissão do vírus, outro indicador analisado pela PBH para liberar o comércio, está em 0,86, o que indica que cada contaminado transmite a doença para menos de uma pessoa.

Risco

BH avançou no processo de flexibilização social na última quinta-feira (6), após passar quase 40 dias na fase 0 - quando somente o que é essencial tem permissão para abrir. A reabertura o comércio, no entanto, pode estar ameaçada. 

O Ministério Público exige que BH faça adesão ao Minas Consciente, programa do governo estadual para nortear os municípios no enfrentamento à pandemia. Pelo Minas Consciente, a capital mineira não poderia reabrir o comércio, já que está em uma região de "onda vermelha", considerada de alto risco de contágio. 

Na terça-feira (11), o prefeito Alexandre Kalil enviou um comunicado ao MP informando que não acatará o aviso para recuar nas medidas de flexibilização das atividades econômicas adotadas na capital.

Confira como será o funcionamento do comércio em BH nesta semana:

  • Comércio varejista não contemplado na fase de controle: quarta a sexta-feira, entre 11h e 19h
  • Comércio atacadista da cadeia de atividades do comércio varejista (incluindo vestuário), exceto comércio atacadista de recicláveis: quarta a sexta-feira, entre 11h e 19h
  • Cabeleireiros, manicures e pedicures: quinta a sexta-feira, entre 11h e 20h. Sábado, entre 9h e 17h
  • Galerias de lojas e centros de comércio: quinta a sexta-feira, entre 11h e 19h. 
  • Shopping centers (atividades autorizadas na fase 1): quarta a sexta-feira, entre 12h e 20h. Praças de alimentação funcionarão somente por delivery ou retirada, sem consumo no local.
  • Drive-in: sexta-feira a domingo, entre 14h e 23h

Estabelecimentos essenciais que já estavam abertos:

5h às 21h:
- Padaria

5h às 17h
- Comércio atacadista da cadeia de atividades do comércio varejista da fase de controle

- 7h às 21h:
- Comércio varejista de laticínios e frios
- Açougue e Peixaria 
- Hortifrutigranjeiros 
- Minimercados, mercearias e armazéns 
- Supermercados e hipermercados
- Tintas, solventes e materiais para pintura
- Material elétrico e hidráulico, vidros e ferragem
- Madeireira
- Material de construção em geral

Sem restrição de horário:
- Artigos farmacêuticos 
- Comércio varejista de artigos de óptica 
- Artigos médicos e ortopédicos 
- Combustíveis para veículos automotores
- Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP)
- Agências bancárias: instituições de crédito, seguro, capitalização, comércio e administração de valores imobiliários
- Casas lotéricas
- Agências dos Correios e telégrafo
- Comércio de medicamentos para animais
- Atividades industriais
- Restaurantes (delivery ou retirada na porta)
- Banca de jornais e revistas

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