Os protestos realizados na porta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), nessa segunda-feira (11), não irão reverter o fechamento da cidade. A garantia de que apenas as atividades essenciais seguirão com autorização para funcionar foi dada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD).

O gestor concedeu entrevista à rádio CBN, nesta terça-feira (12). Segundo ele, a desobediência civil não é uma "boa tática", pois a fiscalização na metrópole é muito rígida.

"A PM, junto com a Guarda e a fiscalização da prefeitura, além da Vigilância Sanitária, estão em guerra contra o vírus. Então, acho que não é uma boa tática. Desobediência civil não vai colar, porque nós temos um sistema de fiscalização muito rígido", afirmou.

Ele ainda disse que compreende a situação dos comerciantes, mas espera que esse "sofrimento" seja rápido. "É claro que a gente entende bem, porque acabou o auxílio do governo federal. Agora vão sofrer, pouco tempo eu espero, porque me parece que será uma onda mais rápida, com a vacina na porta. Nós não vamos morrer na praia", afirmou.

"Quem fecha a cidade não é o prefeito, é o vírus. Quem fecha a cidade são os irresponsáveis que se aglomeram, que fazem festas clandestinas, que vão para as praias e voltam contaminados para famílias inteiras", disse Kalil

Para ele, as manifestações não deveriam ser feitas na porta da PBH. "E sim na casa dos negacionistas, dos irresponsáveis. Então, (o protesto) não muda nada no conceito que a prefeitura vem tomando desde março, quando começou esse combate desesperado a essa doença letal, que é o coronavírus, nessa pandemia maluca que o Brasil está vivendo", disse.

Kalil afirmou que, diante do cenário em que a cidade se encontrava, com a ocupação dos leitos perto de 90%, foi necessário definir pelo fechamento. "Nós não conhecemos, pode até existir, mas não se conhece outra solução para baixar esses números (de ocupação de leitos) até que essa vacina 'tartaruga' chegue a nós".