Com a reabertura do comércio não essencial a partir de quinta-feira (6) em Belo Horizonte, o transporte público terá de ser reforçado. A BHTrans informou que está alinhando com as empresas de ônibus quais serão os impactos dessa primeira etapa de flexibilização e estruturou as adequações necessárias para minimizar os problemas decorrentes ao aumento na demanda. 

De acordo com a empresa responsável pelo trânsito na capital mineira, os horários de funcionamento das atividades da fase 1 foram estabelecidos pela Prefeitura fora do horário de pico, na tentativa de diluir a concentração de pessoas. “A avaliação da operação do sistema de transporte da capital é feita diariamente e, caso necessário, adequações serão feitas”, afirmou a BHTrans, sem especificar qual será a porcentagem do incremento que haverá no número de viagens.

Durante coletiva nesta terça-feira (4), o prefeito Alexandre Kalil afirmou que está negociando com os empresários do setor para que não haja lotação dentro dos coletivos – fator que favorece muito a transmissão do novo coronavírus. “Conversamos ontem (segunda) com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) para acertar esse aumento de movimento na cidade”, disse o prefeito.

Procurado pela reportagem, o SetraBH afirmou que vai aguardar a avaliação da BHTrans, que vai determinar como deverá ser o aumento nas viagens.

Conforme a prefeitura, nesta semana, as lojas de rua poderão atender ao público de quinta-feira (6) a sábado (8), das 11h às 19h; enquanto os shoppings, nos mesmos dias, mas no horário entre 12h e 20h (nos malls, a praça de alimentação só será permitida no sistema de retirada). Já a partir da próxima semana, os dias de abertura serão de quarta a sexta-feira.

Usuários

Antes da pandemia, mais de 1,2 milhão de passageiros usavam o transporte coletivo de Belo Horizonte. Durante a fase zero, com funcionamento somente de serviços essenciais, a média caiu para 450 mil usuários por dia. Com a redução na demanda, houve uma diminuição nas viagens e ônibus ficaram cheios em muitas ocasiões

Segundo determinação da prefeitura para evitar a transmissão do novo coronavírus, ônibus convencionais só podem circular com até dez passageiros em pé na capital. Nos carros articulados do Move, o número sobe para 20 e, nos micro-ônibus, são permitidos até cinco usuários sem assento.