Uma semana após relatar que a maior dificuldade no combate à Covid-19 no Estado é a contratação de profissionais de saúde, o governo de Minas informou, nesta sexta-feira (3), que realizou mais de 20 chamamentos para a área até o momento. Os médicos estão no topo da lista de busca. 

De acordo com o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, o processo é difícil porque, mesmo em situação de emergência devido à pandemia, o Estado tem limitações e requisitos a cumprir no processo de contratação, como a limitação de valores que podem ser pagos com recursos públicos frente à destinação a diversas atividades, que não só a saúde. "Seguimos fazendo os chamamentos. Mais de 20 já foram feitos no âmbito da Fhemig", afirmou.

As contratações, conforme Cabral, são destinadas aos hospitais de referência, como o Júlia Kubitschek (local para o qual houve anúncio, nesta sexta, de 40 novos leitos de UTI após a retomada de uma obra) e Eduardo de Menezes, ambos em Belo Horizonte; além do Hospital João Penido, em Juiz de Fora, na Zona da Mata; e Antônio Dias, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.

Em Patos, o Estado anunciou, nessa quarta (1), a abertura de 135 vagas de trabalho para contratação imediata e temporária de médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e terapeutas ocupacionais, entre outros. Os salários podem chegar a R$ 9 mil.

O gestor não deu detalhes de quantos profissionais efetivamente foram contratados até o momento no Estado. A reportagem solicitou um balanço e aguarda um retorno.