Mesmo com o governo estadual correndo contra o tempo para abrir novos leitos de UTI em Minas, um outro problema pode surgir no enfrentamento ao coronavírus: a falta de profissionais. O alerta foi dado pelo secretário de saúde do Estado, Carlos Eduardo Amaral, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (25).

"Hoje, nossa maior dificuldade não é mais conseguir respiradores ou locais para disponibilizar estrutura física, mas, sim, obter recursos humanos para operar esses leitos”, disse Amaral.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a taxa de ocupação de leitos de UTI atingiu 92% em Minas, um novo recorde. Com este cenário, apesar da falta de “recursos humanos”, a prioridade do governo é aumentar a oferta de leitos no Estado, principalmente nas regiões mais críticas, como Vale do Aço, Leste e Triângulo Norte. 

Atualmente, Minas possui 2.964 leitos para atender pacientes graves na rede pública. Deste total, 951 foram criados a partir de março, no início da pandemia. Além disso, o Estado garante que pretende dobrar a capacidade dos leitos, criando mais 2.936.

Em entrevista à Band News TV nesta quinta-feira, o governador Romeu Zema informou que mil leitos de terapia intensiva serão implantados em Minas nos próximos dias. “Estamos trabalhando arduamente desde do início da pandemia para que não falte leito para nenhum mineiro”, disse.

Zema também alertou que a rede de saúde do Estado deve sofrer um grande estresse nos próximos 15 ou 20 dias, já que um pico da doença em Minas é previsto para o dia 15 de julho.