O Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) criticou a decisão do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), em anunciar a reabertura gradual do comércio da cidade somente a partir da próxima quinta-feira (22), uma vez que as cidades da região metropolitana já flexibilizaram os decretos que tratam do assunto no final de semana.  

"Lamentamos que após 13 meses de pandemia ainda não haja uma ação sintonizada entre os municípios. Porém, o mais importante é tranquilizar a nossa população que o comércio está fazendo a sua parte. As pessoas podem ficar tranquilas porque os estabelecimentos vão voltar a funcionar respeitando todos os protocolos", ressaltou Marcelo de Souza e Silva. 

Ainda de acordo com o dirigente, os comerciantes da capital mineira estão preparados para atender os consumidores com segurança. "Disponibilizando álcool em geral, usando máscara e evitando aglomerações".  

Em BH, a partir de quinta, academias, bares, restaurantes, praças, parques e shoppings vão poder voltar a funcionar. Missas e cultos presenciais também estão permitidos, desde que sigam os protocolos de saúde. 

Clubes, museus, cinemas e teatros serão reabertos em outras etapas.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) considerou a decisão do prefeito imprescindível para os empresários manterem suas empresas e os empregos. "Caso a decisão da PBH caminhasse no sentido oposto, a situação do comércio de bens, serviços e turismo na cidade se agravaria, penalizando o empresário, que não conseguiria mais arcar com suas obrigações financeiras".

Entre os meses de março de 2020 e fevereiro de 2021, 24.545 negócios foram encerrados na cidade, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Nesse mesmo período, BH acumulou um déficit de 7.779 empregos com carteira assinada, como mostra o último relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A entidade informou também que segue orientando os empresários sobre a importância da conscientização ao combate do Covid-19. "Essas medidas, associadas aos esforços pela vacinação contra o novo coronavírus, são fundamentais para a retomada da confiança de empresários e consumidores, condição fundamental para se vislumbrar o futuro da economia de Belo Horizonte durante e após o fim da pandemia".

Covid em BH

A decisão sobre a reabertura do comércio foi baseada na queda dos índices da ocupação de leitos de terapia intensiva e também de enfermaria. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (19), eles estão em 81,1% e 58,9%, respectivamente. A taxa média de transmissão do coronavírus está em 0,90. A capital tem ainda a menor taxa de mortalidade entre os municípios de grande porte do país, 149,5 entre 100 mil habitantes, conforme o prefeito.