Depois de 50 dias com as lojas fechadas, comerciantes do Shopping Oiapoque, no Centro de Belo Horizonte, voltaram às atividades nessa quinta-feira (22), primeiro dia de reabertura do comércio na capital. Agora, o foco é o Dia das Mães, marcado para 9 de maio.

A expectativa dos vendedores para a nova flexibilização é boa, principalmente pela proximidade da data, considerada a segunda mais importante para o comércio. Para Vinícius Dias Mendes, de 30 anos, proprietário de 18 lojas de acessórios para celular em BH e Contagem, a tendência é de maior movimento nos próximos dias.

"Sempre quando volta, volta melhor. Parece que o pessoal guarda o dinheiro para gastar quando reabrir", contou. Apesar do baixo número de vendas nos últimos meses, o empresário afirma que foi possível manter os cerca de 100 colaboradores. Focado em recuperar os investimentos e abater as dívidas, Vinícius diz que aumentou o estoque de olho no Dia das Mães.

Gerente de uma loja de semijoias e bijuterias, Segundo Amanda Lopes Ribeiro, de 25, também espera que o movimento possa melhorar nas próximas semanas. "Estamos ansiosos, com expectativas a mil, pois as vendas aumentam muito nesse período". Tanto é que, aos sábados, há um reforço na quantidade de funcionários para atender o público.

O Shopping

O Oiapoque segue rígidas medidas de segurança, como checagem da temperatura na entrada e limite de 500 pessoas no local ao mesmo tempo - número equivalente a 60% da capacidade total.

Por conta da crise sanitária e econômica, o estabelecimento tem vagas para novos lojistas pela primeira vez. Segundo o proprietário, Mário Valadares, 10% dos comerciantes fecharam as portas desde o início da pandemia. 

Ainda assim, ele celebra o baixo índice de vacancia. "Somos os últimos a serem atingidos, pois atendemos as classes C e D. Então, pelo momento, acabamos ganhando outros públicos", afirmou.

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