A Receita Federal informou nesta quinta-feira (12) que os produtos eletrônicos apreendidos no A Popular, shopping localizado no Centro de Belo Horizonte, está avaliado em aproximadamente R$ 10 milhões, sendo que o prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 5 milhões.

A apreensão, que aconteceu na noite de quarta-feira (11), é considerada uma das maiores da história do Estado. No total, foram confiscados 2.700 sacos com diversos produtos, como aparelhos de informática, caixas de som e cigarros eletrônicos. O material estava sem nota fiscal e sem comprovação de origem. Seis pessoas foram presas.

As caixas apreendidas ainda estão sendo fiscalizadas e a vistoria, realizada por 25 fiscais, pode durar até duas semanas. Para transportar todos os produtos do A Popular, a Receita Federal teve que fazer 20 viagens com caminhões abarrotados

produtos apreendidos no A Popular
Produtos de origem duvidosa foram apreendidos no Centro de BH

Organização criminosa

De acordo com a Polícia Militar, os objetos de contrabando e descaminho estavam armazenados em um depósito acima das lojas do A Popular. "Acreditamos que o local era usado por comerciantes grandes, de outros shoppings populares da cidade. Por isso, não descartamos a hipótese de uma organização criminosa", destacou a promotora Cássia Gontijo, do Ministério Público de Minas. "Vamos investigar se lojas grandes estão envolvidas no esquema", frisou.

Desde o início da semana, a Receita, o MP, a PM e a prefeitura realizam uma varredura nos shoppings populares de BH. Até o momento, 15 suspeitos foram presos por receptação e mais de 1.800 celulares, com queixas de furtos, roubo ou de origem duvidosa, foram apreendidos.

Representantes do A Popular foram procurados pela reportagem, mas informaram que não vão se manifestar sobre a operação que resultou na grande apreensão.

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