Alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental de Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce, voltarão às aulas presenciais alternadas na segunda-feira (18). Apenas as crianças menores de quatro anos, que frequentam creches, continuarão em casa, em atividades pedagógicas remotas. A informação foi publicada pela prefeitura do município nesta sexta-feira (15).

Em nota, a administração da cidade informou que cerca de sete mil estudantes retornarão às escolas na próxima semana. Os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) também terão atividades educacionais dia sim, dia não. 

Em novembro do ano passado, alunos de cinco escolas, do 6º ao 9º ano, retornaram ao ensino de forma experimental, o que serviu de parâmetro para a decisão de retomar as aulas nas escolas presencialmente. O Secretário de Governança Educacional, Carlos Alberto Serra Negra, diz que o resultado obtido em novembro foi positivo.

“A ocupação das salas de aula atingiu até 70% em alguns dias e não registramos nenhum caso de contaminação entre aluno ou professor, o que nos dá margem para tomar essa decisão agora”, afirmou.

Todos os alunos e servidores de educação receberão um protetor facial (face shield) de plástico. As unidades de ensino também disponibilizarão máscaras e álcool em gel, além de medir a temperatura de quem entrar na escola.

Dentre as medidas, também foram estabelecidos critérios de divisão das turmas pela metade e distanciamento entre alunos de dois metros. Um manual, que traz orientações para os educadores, servidores, alunos e pais, será distribuído nos colégios.  

“A administração municipal ressalta que a decisão de antecipar o retorno das aulas para 18 de janeiro se deve ao fato de poder garantir o recesso de meio do ano, na segunda quinzena de julho e primeira quinzena de agosto, período em que a pandemia teve um pico em 2020”, disse a prefeitura, em nota.

Covid em Fabriciano

Segundo dados do boletim epidemiológico desta sexta-feira, Coronel Fabriciano já registrou 6.686 casos do novo coronavírus desde o início da pandemia, em março do ano passado. Ao todo, 136 pessoas morreram por complicações da doença na cidade.

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