A CPI da Pandemia, que vota nesta terça-feira (26) o relatório final dos trabalhos, aprovou um requerimento do vice-presidente da comissão e senador, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), solicitando a quebra de sigilo telemático das redes sociais do presidente da República, Jair Bolsonaro. Além da quebra, o senador pediu também a suspensão de acesso aos seus perfis nas redes e um pedido de retratação do presidente por declarações em uma live na semana passada, em que ele associa a vacina contra a Covid-19 ao desenvolvimento do vírus da Aids.

A CPI também aprovou o encaminhamento de informações sobre o episódio ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) e o senador Eduardo Braga (MDB-AM) também vão encaminhar recomendação para que o Congresso Nacional se posicione sobre o tema.

Durante a votação, Aziz declarou: “presidência é uma instituição, não é um cargo de boteco. [Como o] presidente que se reporta ao povo brasileiro baseado em estudo que não tem cabimento nenhum, quando estamos implorando para a população se vacinar?", apontou Omar.

Em entrevista aos jornalistas nesta manhã (26), o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) anunciou que vai denunciar o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), por crimes cometidos contra depoentes, que teriam sido constrangidos na CPI. Para ele, o relatório final é fraco e "não para em pé".

Relatório final

Já está disponível na internet o relatório final do senador Renan Calheiros, com as contribuições feitas na última semana pelos senadores da comissão.

*Com informações da Agência Senado

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