Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho estiveram nesta quinta-feira (11) no Instituto de Criminalística da Polícia Civil e verificaram que faltam equipamentos, insumos e profissionais no equipamento de investigação. A visita foi realizada para cobrar do governo e da Vale um auxílio no trabalho de identificação dos corpos das vítimas do rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão. Até o momento, 225 mortos foram identificados.

O Instituto de Criminalística é acionado quando não é possível identificar a vítima no Instituto Médico Legal, por reconhecimento de digitais, arcadas dentárias ou comparação de radiografias. É nesse laboratório que acontecem as identificações por DNA.

Segundo apuração da comissão, o atual quadro de 150 peritos é insuficiente para a grande demanda.Entre esses profissionais, cerca de 25% já completaram os requisitos necessários para a aposentadoria e podem deixar o serviço a qualquer momento. Atuam no Estado hoje aproximadamente 600 peritos, enquanto o ideal seria ao menos 900, segundo a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

As recentes demissões de profissionais da Minas Gerais Administração e Serviços (MGS) também teriam afetado o trabalho no instituto, já que o trabalho de limpeza dos laboratórios ficou comprometido.

Vale lembrar que a identificação dos corpos não depende apenas do trabalho dos peritos, também é preciso que familiares compareçam para a coleta de amostras. Parentes de 24 das 52 pessoas da lista de desaparecidos/não identificados ainda não cederam material genético para a Polícia Civil.

Fonte: ALMG

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