As famílias atingidas pelas últimas chuvas que castigam Belo Horizonte e tiveram que deixar suas casas, poderão matricular as crianças em escolas municipais próximas ao endereço onde estão abrigadas. A Secretaria Municipal de Educação publicou a portaria sobre o tema nessa quarta-feira (29).

Estes alunos serão incluídos na cota de matrículas compulsórias, destinadas, por exemplo, a crianças com deficiência. Para isso, é preciso que os pais peçam à Defesa Civil de BH um comprovante de que foram orientados a deixar o imóvel onde moravam por estar em água de risco, e informar o endereço do local onde estão. 

“A gente tem muitas famílias que se deslocaram na cidade. Então, às vezes a criança estava matriculada em um ponto, mas está abrigada na cada de alguém da família ou em pousadas que ficam longe. Os pais podem procurar a escola municipal mais próxima, que ela vai ter a matrícula feita para que a criança não perca a aula assim que começar”, explica a subsecretária de Educação Natália Araújo. 

Ela também informou que essas matrículas serão para escolas em tempo integral, de forma que as crianças passem o dia na instituição podendo fazer cinco refeições por dia. 

O início das aulas na rede municipal, que estava previsto para o dia 5 de fevereiro, foi suspenso por causa das chuvas que causaram vários estragos na cidade. Ainda não há previsão de volta às aulas até que a Defesa Civil assegure que as condições climáticas não representem mais nenhum risco para os estudantes e funcionários. 

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