Após os temporais que devastaram centenas de municípios e mataram pelo menos 45 em Minas Gerais, um outro fenômeno tomou conta do Estado: o da solidariedade. Nos últimos dias, mais de 40 toneladas de donativos foram doados somente para a Cruz Vermelha. 

As contribuições foram tantas que a entidade filantrópica faz um alerta: os desabrigados e desalojados pelas chuvas não precisam de roupas. "O que temos é suficiente para atender a demanda", afirma o diretor de projetos de captação, Bernardo Eliazar.

Conforme o diretor, atualmente, as principais necessidades são produtos de limpeza, higiene pessoal, colchões, cobertores e água. "As casas que foram invadidas pela água da chuva precisam de limpeza para evitar doenças, como a leptospirose. Por isso, esses produtos são tão fundamentais", explicou.

Em Belo Horizonte, as doações podem ser feitas em dois pontos. O primeiro é na sede da Cruz Vermelha, na Alameda Ezequiel Dias, número 427, no Centro da capital. Também é possível fazer a contribuição na avenida Úrsula Paulino, 1.555, no bairro Betânia, região Oeste de BH.

Além da metrópole, a Cruz Vermelha está distribuindo os donativos em todas as cidades da região metropolitana que foram afetadas pelas enchentes. "Hoje, também enviamos água para Governador Valadares, no Leste do Estado", disse Eliazar.

Todos os donativos arrecadados são embalados e entregues diretamente às vítimas. "Vamos de porta em porta para fazer a doação diretamente para quem foi atingido", declarou.

Ajuda

A universitária Tatiana Canabrava Baioneta, de 36 anos, ficou comovida com a situação dos desalojados e desabrigados e decidiu ir além de fazer uma doação. "Hoje, pela primeira vez, vim fazer esse trabalho voluntário. Estou aqui separando os donativos e é gratificante. É uma sensação maravilhosa e indescritível. Ajudar o próximo não tem preço".

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