Foi adiada para esta quinta-feira (26) a demolição do prédio que tombou em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com Walfrido Assis, superintendente de Defesa Civil municipal, a ação não pôde ser realizada nesta quarta-feira (25) porque a prefeitura solicitou à empresa contratada uma substituição no maquinário que será usado.

“A empresa contratada para demolição nos apresentou um equipamento. Após análise do equipamento, verificamos que não havia segurança para o operador. Em virtude disso, solicitamos substituição da máquina e isso acarretou em uma demora”, afirmou o superintendente.

Ele informou que a Cemig esteve presente no local para fazer um mapeamento de quais regiões ficarão sem energia quando a eletricidade no entorno do prédio for desligada. Os moradores dessas regiões serão avisados do desligamento temporário da luz. Copasa e Corpo de Bombeiros também devem acompanhar o processo de demolição do edifício.

O laudo técnico emitido pela Secretaria de Ordenamento Territorial e Habitação de Betim (Sorteh) identificou que o risco de desabamento é grande e o prédio pode desmoronar a qualquer momento.

Os técnicos da Sorteh não tiveram acesso ao interior do imóvel por conta da instabilidade da estrutura e a vistoria precisou ser feita a partir de casas vizinhas e com auxílio de drones. Por causa disso, não foi possível concluir as causas do tombamento do prédio.

“Levando em consideração os danos apresentados, o risco de colapso é iminente, sendo imprescindível a demolição do edifício em função de garantir a segurança da coletividade e integridade das edificações circunvizinhas no local”, diz o laudo.

Nessa terça-feira (24), a Justiça permitiu que a própria prefeitura realizasse a demolição, para depois cobrar da construtora os custos do procedimento.

A companhia responsável pela obra, Abrahim Hamza Construção Eireli-ME, disse lamentar o incidente. "A empresa pede desde já sinceras desculpas a todos os moradores localizados ao redor do prédio, aos compradores e a toda população betinense, e agradece cordialmente a Prefeitura de Betim por tudo que está fazendo em prol dos moradores afetados", diz o comunicado.

A construtora informou também que "ajuizou perante à Justiça uma Ação de Antecipação de Provas, visando apurar os fatos ocorridos, requerendo, assim, a nomeação de um Perito Judicial, para que este esclareça de forma técnica a causa do tombamento, e ainda determinar a melhor forma de demolição, visando segurança, e principalmente, evitar perda de vida humana, e resguardar as famílias envolvidas".

O acidente

De acordo com o Corpo de Bombeiros, na noite de 17 de novembro, o prédio em construção inclinou-se e vizinhos ouviram estalos vindos da estrutura do edifício. Cerca de 15 famílias de residências próximas foram retiradas do local. Ninguém se feriu.

Uma avaliação inicial dos militares indicou que parte do terreno onde fica a construção cedeu, causando o tombamento da estrutura. Os dois primeiros andares do residencial foram prensados pelo restante da construção.

* Com informações de Luiz Augusto Barros e Rosiane Cunha

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