A nova etapa da campanha de vacinação contra o sarampo começa com o desafio de levar cerca de 1,5 milhão de mineiros aos postos de saúde. Esse público, de 20 a 29 anos,não tomou as duas doses necessárias para se proteger. Para especialistas, essas pessoas não conviveram com a doença extremamente contagiosa e capaz de matar, o que explica o número de vulneráveis.

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Somente a vacina pode proteger as pessoas contra o sarampo; as doses estão disponíveis em todos os postos de saúde do Estado

Erradicada em 2016, a enfermidade voltou a ser transmitida no Brasil e, em Minas, já teve 99 casos confirmados. Outros 568 estão sob investigação, de acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). 

A ação nacional que visa a reduzir a quantidade de jovens e adultos à mercê da infecção começou ontem e dura até 30 de novembro, quando acontece o chamado “Dia D”, no sábado. 

Minas vive um surto de sarampo, conforme o Ministério da Saúde; são 99 casos confirmados neste ano

“Temos percebido que é uma faixa etária com muitos casos confirmados no país”, diz Josianne Dias Gusmão, coordenadora estadual do Programa de Imunizações da SES-MG. 

Além do desconhecimento dos riscos, fatores como a “falta de tempo” para ir às unidades de saúde ajudam a explicar o número de pessoas desprotegidas, afirma a especialista. A expectativa é a de vacinar 95% do público-alvo desta fase. 

Mineiros que estiverem em dúvida se tomaram as duas doses devem procurar os postos. “É difícil calcular, atualmente, a cobertura vacinal dessa faixa. Uma vez que antes não tínhamos sistema eletrônico. Por isso, quem não tiver o registro das duas doses, deve ir, imediatamente, às unidades”, reforça.

568 casos de sarampo estão sob investigação em Minas, conforme a Secretaria de Estado de Saúde

Professora e coordenadora do curso de Enfermagem das Faculdades Kennedy, Débora Cristine Gomes Pinto reforça que quem não tem nenhum registro deve aguardar pelo menos 30 dias entre as doses. “Não existe outra maneira de se proteger contra o sarampo que não seja a imunização”.