Desaparecidos em Capitólio são pai e filho e apenas um dos oito corpos foi identificado

Bernardo Estillac
bernardo.leal@hojeemdia.com.br
09/01/2022 às 12:42.
Atualizado em 10/01/2022 às 02:03
 (Corpo de Bombeiros/ Divulgação)

(Corpo de Bombeiros/ Divulgação)

A lancha Jesus, embarcação mais atingida pelo desabamento de rocha em Capitólio, no Centro-Oeste de Minas, era ocupada por dez pessoas que se conheciam e passeavam no Lago de Furnas na manhã de sábado (8). As duas vítimas ainda desaparecidas são pai e filho de 37 e 14 anos, respectivamente.

Em entrevista coletiva concedida no início da tarde deste domingo (9), a Polícia Civil informou que o grupo estava hospedado em São José da Barra e viajou até Capitólio para conhecer os cânions do lago. 

O delegado Regional de Passos, Marcos de Souza Pimenta, em entrevista coletiva concedida em Passos, no Sul de Minas, neste domingo (9), afirmou que um inquérito foi aberto para apurar possíveis causas do acidente, mas o foco atual está direcionado para a identificação das vítimas. A Marinha do Brasil também instaurou uma investigação independente.

Até o momento, apenas um dos oito corpos encontrados foi formalmente identificado e liberado para que a família organize o sepultamento. É Júlio Borges Antunes, de 68 anos, natural de Anhumas (SP).

De acordo com a Polícia Civil, a corporação está em contato constante com o IML de Belo Horizonte, que repassa técnicas utilizadas para identificação de vítimas da tragédia de Brumadinho. 

As características do acidente em Capitólio, em que os corpos sofreram traumas severos, dificultam o processo de reconhecimento e identificação.

“Foi um trauma de altíssima energia. Então, infelizmente, os corpos estão com o aspecto bem prejudicado, não é um reconhecimento simples”, explica o médico legista Marcos Amaral.

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