Minas Gerais começa, nesta quinta-feira (22), a imunização de bebês de 6 a 11 meses contra o sarampo. A "dose zero", como está sendo chamada a vacina extra, será aplicada para evitar que o surto da doença chegue ao Estado. Até então, a proteção era disponibilizada somente para crianças a partir dos 12 meses.

Conforme o Hoje em Dia anunciou na quarta-feira (21), a meta da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é imunizar 130 mil bebês em Minas. Os pais e responsáveis pelos menores de um ano devem procurar qualquer posto de saúde, até as 17h, para imunizar os filhos. De acordo com a SES, o Estado tem no estoque quantidade suficiente para vacinar os bebês. "Sendo assim, não há a necessidade de campanha para a realização da vacinação", informou. 

A pasta explicou que a "dose zero" não substitui as demais previstas no Calendário Nacional de Vacinação. "A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a "dose zero" da vacina", frisou.

Desta forma, além da dose que será aplicada a partir desta quinta, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose), para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. Além do sarampo, a vacina tríplice viral previne também contra rubéola e caxumba.

Confira abaixo as principais dúvidas sobre a doença:

O que é o sarampo?
Doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. 

O que causa o sarampo?
É tão contagioso que um doente pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Como ocorre a transmissão?
Quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. 

Como se prevenir?
A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina. A dose está disponível nos postos de saúde.

Quais os sintomas?
Febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso.  

E as manchas?
Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. A persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças.

Quem deve se vacinar?
Dose zero - Todas as crianças maiores de 6 meses e menores de 1 ano.
Primeira dose - Crianças que completarem 12 meses (1 ano).
Segunda dose - Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

Adulto deve se vacinar?
De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses (se a pessoa está nesta faixa etária e tomou apenas uma dose, deve receber a segunda).
De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.
Acima de 50 anos - A vacinação é desnecessária. A pessoa é considerada imune, pois já teve contato com a doença.

Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?
Deve procurar uma unidade de saúde e receber a dose.

Grávidas podem tomar a vacina?
A imunização é contraindicada. A gestação tende a diminuir a imunidade da mulher, o que deixa o sistema imunológico mais vulnerável e, por isso, a vacina pode desenvolver a doença ou complicações.

Quais são as vacinas?
Dupla viral - Protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto.
Tríplice viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola.
Tetra viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).

Onde devo tomar a vacina?
São ofertadas em unidades públicas e privadas de vacinação. No SUS, as vacinas são gratuitas, seguras e estão disponíveis nas mais de 36 mil salas de vacinação em postos de saúde em todo o Brasil.

Quais as complicações do sarampo?
Criança - Pneumonia, otite aguda (infecções de ouvido), encefalite (inflamação do cérebro) e morte.
Adulto - Pneumonia.
Gestante - Mulher não vacinada antes da gravidez pode apresentar parto prematuro e o bebê pode nascer com baixo peso.

Como é o tratamento do sarampo?
Não existe tratamento específico. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença.

Como proceder?
Não usar medicamento sem orientação médica. A pessoa deve, sempre, procurar o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas. 

Fonte: Ministério da Saúde

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