Em assembleia, trabalhadores definem que metrô de BH segue com escala mínima até 17 de janeiro

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
28/12/2021 às 15:51.
Atualizado em 29/12/2021 às 00:38
 (Foto: Fernando Michel/ Hoje em Dia)

(Foto: Fernando Michel/ Hoje em Dia)

O metrô de Belo Horizonte seguirá funcionando em escala mínima, ao menos até o dia 17 de janeiro de 2022. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (28) em assembleia do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG).

Com a escala mínima de trabalho, o metrô atende à população apenas nos horários de pico, das 5h30 às 10h e das 16h30 às 20h. Fora desses intervalos, as estações ficam fechadas.

No dia 17 de janeiro, os metroviários farão nova assembleia após decorrido os prazos estabelecidos pela Justiça do Trabalho para envio de propostas entre o sindicato dos trabalhadores e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Na última segunda (27), em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), ficou determinado que o Sindimetro-MG tem até o dia 4 de janeiro para enviar um documento com reivindicações à CBTU. A companhia deve responder à categoria até o dia 11 de janeiro.

A principal reivindicação dos trabalhadores é que seja revogada uma resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), do governo federal, que impede que os metroviários lotados em BH solicitem transferência para outras unidades da CBTU. Situação que, segundo o sindicato, será agravada após o processo de privatização da companhia.

Na audiência de segunda, representantes da CBTU em BH alegaram não ter poder para suspender a resolução do CPPI, já que se trata de uma instância hierarquicamente superior.

Em nota, a companhia afirma que defende o fim do movimento grevista por não ter possibilidade de ação frente à resolução do governo federal.

A expectativa dos trabalhadores é receber uma resposta da companhia com a definição do governo federal sobre a resolução.

"Nesta assembleia (do dia 17/01) a gente já espera ter um posicionamento do governo em relação ao destino dos trabalhadores e, a partir daí, a categoria vai decidir os rumos do movimento", afirma o presidente do Sindimetro, Romeu Machado.

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