Em BH, prédio do Estado é ocupado por integrantes de movimento, que pedem políticas habitacionais

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
28/07/2021 às 11:56.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:32
 (Lucas Prates/Hoje em Dia)

(Lucas Prates/Hoje em Dia)

Famílias integrantes da ocupação Carolina Maria de Jesus e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), de Belo Horizonte, ocuparam, nesta quarta-feira (28), um prédio na rua da Bahia, no bairro de Lourdes, região Centro-Sul. Eles denunciam falta de política habitacional e a venda de um patrimônio público pelo governo do Estado. A Polícia Militar (PM) está no local. O protesto é pacífico. 

“O ato de hoje ocorre em um dos prédios do estado vendidos pelo Governo Zema, que tem leiloado mais de 2 mil imóveis do patrimônio imobiliário, não só da Cohab, mas de todo o Estado. Desde 2013, este prédio, em que funcionava um órgão estatal, está fechado para reformas, que custaram mais de R$ 6 milhões e que deveriam ter sido entregues em 2015. Porém, o que deveria virar a sede de uma Superintendência da Secretaria de Educação, ficou anos abandonado, sem a realização das reformas e agora foi vendido para o setor privado. Com isso, Zema abre mão de que este prédio seja utilizado, por exemplo, para a construção de habitação social”, disse o movimento, por meio de um post nas redes sociais.

Com isso, segundo o MLB, 200 famílias das ocupações Carolina Maria de Jesus e Manoel Aleixo, estão sem moradia definitiva, mesmo após um acordo feito em 2018 com o governo do Estado.

“As famílias seguem na incerteza e com possibilidade de serem despejadas. Na pandemia, a situação dessas famílias só piorou. Além de não terem um teto para se proteger com segurança, estão passando por inúmeras dificuldades, como fome e desemprego. Queremos uma política habitacional eficaz em Minas Gerais”, completa.

De acordo com a coordenadora do MLB, Luane Fernandes, o grupo espera por uma moradia há três anos. “Nós decidimos (vir) porque este prédio era público e foi vendido recentemente. E nós estamos aguardando há três anos uma moradia, prometida pelo governo. Quando nós desocupamos a Afonso Pena, eles falaram que, dentro de um ano, todas as famílias estariam assentadas. Assentadas onde? Se não temos nada. Nós queremos conversar, queremos uma reunião com eles. São 200 famílias que passam fome e não tem emprego”, finalizou.

Já a Polícia Militar informou que havia 150 pessoas na ocupação. A corporação se deslocou para o local com 50 agentes. "A situação segue pacífica no momento", disse a PM.

 O Hoje em Dia entrou em contato com o governo de Minas e aguarda um posicionamento. 

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