Em uma segunda rodada de reuniões com representantes de setores do comércio - após protesto contra o fechamento de serviços não essenciais - representantes da Prefeitura de Belo Horizonte se reuniram na tarde desta quarta-feira (13) com a diretoria da Associação Empresarial e Comercial em Minas (ACMinas) para discutir os impactos do decreto.

Participaram da reunião a secretária municipal de Política Urbana, Maria Fernandes Caldas; o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Abreu Reis; o assessor de Atenção ao Setor Privado da Secretaria Municipal de Governo, Marcelo Lana Franco; o secretário de Governo, Adalclever Lopes; e o presidente da entidade, José Anchieta da Silva, que ofereceu leitos hospitalares adicionais para pacientes infectados que necessitem de internação. "Aprovada a proposta, o grupo de trabalho da ACMinas procurará viabilizar a iniciativa, já nas próximas horas".

Em nota, a PBH informou que todo apoio é sempre bem-vindo. "Contudo, a Prefeitura reforçou com os participantes o que vem abordando publicamente nos últimos meses: a limitação para ativação de leitos no momento não é financeira e, sim, da disponibilidade de profissionais de saúde para trabalharem na linha de frente".

Ainda de acordo com Silva, “a ACMinas não traz uma pauta de pedidos, mas, uma pauta de proposta, em parceria, de ações a serem desenvolvidas pelas autoridades e pelas instituições representativas do empresariado”, comentou.

A associação também disse que vai apoiar a prefeitura no esforço para a imunização da população mineira. "A ACMinas quer participar ativamente desse esforço vacinal e não medirá esforços para que a medida se implemente e se realize o mais rápido possível".

Impostos

José Anchieta da Silva informou também que a Covid-19 se tornou prioridade na instituição. “Além dessas iniciativas a ACMinas também deu início às tratativas junto ao governo de Minas, no sentido de, como medida especial (provocando a edição, para tanto, das necessárias medidas legais), do indispensável diferindo de todo o Imposto de Circulação Mercadorias e Serviços (ICMS), durante o período da pandemia, viabilizando que tais recursos permaneçam no caixa das empresas-contribuintes. Não se trata de Refis, mas, de financiamento das empresas com o imposto gerado (precisa, o Estado brasileiro saber que imposto devido só pode ser imposto gerado)", explica Silva. 

Covid BH

Nesta quarta-feira (13), segundo o boletim epidemiológico, dois dos três indicadores monitorados pela prefeitura sobre o coronavírus chegaram ao alerta máximo. O aumento das taxas ocorreu três dias após a PBH fechar lojas de rua, shoppings, bares, restaurantes, clubes e outras atividades não essenciais.

A taxa de ocupação de leitos de UTI está em 85,6%, já os leitos de enfermaria estão em 70,5% (veja abaixo). A taxa de transmissão do vírus está em 1,06, o que significa que 100 pessoas contaminam, em média, outras 106 na cidade.

Ao todo, 72.955 moradores da capital foram infectados pela doença e 1.975 pessoas morreram com Covid-19.