Após anunciar prejuízos de R$ 70 milhões desde o início da pandemia, empresas que operam o transporte coletivo em BH prometem apresentar hoje um raio-x do sistema. A temática também é alvo de discussão entre prefeitura e Ministério Público (MP), que na semana que vem deve concluir estudo sobre a melhoria do serviço tendo em vista a questão sanitária.

“Quando se fala em melhorar (o serviço), em um momento que as empresas estão transportando menos pessoas, isso impacta, mas não queremos que esse impacto seja transferido para quem está debilitado agora, que é a sociedade como um todo”, frisou o promotor Paulo de Tarso Morais, ontem, após se reunir com o presidente da BHTrans, Célio Bouzada.

O encontro aconteceu horas após a PBH publicar decreto reduzindo as viagens. O primeiro documento previa, de segunda a sexta-feira, ônibus das 5 às 22h, com intervalo de até uma hora. Aos sábados, das 5h às 20h59. Aos domingos e feriados, das 6h às 9h59 e das 16h às 19h59. 

Porém, após sindicatos e usuários contestarem a decisão, o Executivo recuou, deixando o atendimento nos dias úteis como hoje está. Já de segunda a sábado, o funcionamento será das 4h às 23h59. Os intervalos entre as viagens não poderão ser superiores a 30 minutos no horário de pico, e de 40 minutos fora dele. 

Após reunião com o MP, Célio Bouzada frisou que as medidas visam a manter o isolamento social. Segundo ele, na última semana, houve dia que os coletivos transportaram apenas 110 usuários das 23h à meia-noite em toda a cidade. 

(*) Com Cinthya Oliveira

Leia também:
Comitê de enfrentamento à Covid analisa proposta de rodízio de estabelecimentos em BH
Alívio, com o pé atrás: empresários aprovam lei que mantém emprego, mas há quem a ache insuficiente
Covid-19: Rede solidária é criada em Minas para remanejar medicamentos durante a pandemia