A taxa de transmissão por infectado da Covid-19, chamada de Rt, está em queda em Belo Horizonte desde 15 de janeiro. Na prática, significa que a propagação do vírus desacelera na capital. No mesmo período, os outros dois indicadores que monitoram a pandemia na cidade também recuaram.

O Rt determina a velocidade do contágio do coronavírus. Ou seja, uma estimativa de como a doença se espalha entre a população. O cálculo é feito a partir da média dos últimos sete dias, levando em conta as novas infecções nesse intervalo de uma semana. O número é dinâmico, podendo sofrer alterações. 

Conforme o infectologista e membro do Comitê de Enfrentamento à doença em BH, Unaí Tupinambás, a taxa mostra os pacientes que ficaram doentes e o número de pessoas que estão sendo expostas à enfermidade.  

Para analisar o indicador, a Prefeitura de BH adota uma escala de três cores, sendo verde menor que 1,00; amarelo entre 1,00 e 1,2 e vermelho, acima de 1,20. Na ponta do lápis, quando é menor ou igual a 1, espera-se queda nos casos de Covid-19. Ao mesmo tempo, quando maior que 1, aumento nos registros.

Nessa terça-feira (2), segundo os dados do boletim epidemiológico da PBH, o índice estava em 0,89 - o menor desde 30 de outubro. Na semana passada, a prefeitura já havia informado que a redução é reflexo do recuo na flexibilização, quando apenas serviços essenciais tiveram autorização para funcionar.

“Se o Rt está em 1, 10 pessoas passam para 10 pessoas. Se o Rt está em 0,5 por exemplo, 10 pessoas passam para cinco pessoas. Essas cinco pessoas passam para duas, que passam para uma e que acaba a pandemia. Quanto mais baixo essa taxa, mais rápido a gente termina a pandemia”, explica Unaí Tupinambás.

Para que a taxa siga em declínio, garantindo a desaceleração do contágio, as medidas de higiene e proteção devem ser seguidas à risca pelos belo-horizontinos. “É importante frisar a importância do uso das máscara, evitar aglomerações e manter distância física de 2 metros, além de sempre lavar as mãos”, acrescenta o infectologista.

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